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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A Evolução do Cristianismo até o Espiritismo e a Umbanda-Parte 1-Marcílio F. da Costa Pereira

Esse não é um livro como habitualmente estamos acostumados a nos deliciar, fruto de autores consagrados tais como Divaldo Pereira Franco, Francisco Cândido Xavier e tantos outros. Em verdade, o que hora apresento aqui é um apanhado de informações coletadas. Apenas isso.

Aos que estão acompanhando o que venho postando nesse blog, em muitas partes reconhecerá assuntos já abordados e que, naturalmente, poderão ser pulados.

Convido a todos os usuários desse nosso local que é em verdade a nossa biblioteca virtual, que enviem para nós textos que serão analisados e teremos o maior prazer em postar.

Recebam todos o meu abraço
Marcílio F. da Costa Pereira
Curitiba-PR-Brasil – 01/02/2011

PRIMEIRA PARTE

Victor Hugo, (1802-1885), romancista francês, escreveu na sua autobiografia:

... Mas sinto que ainda não disse a milésima parte do que existe em mim. Quando eu descer à sepultura, poderei dizer, como tantos: Meu dia de trabalho acabou. Mas não posso dizer: Minha vida acabou. Meu dia de trabalho se iniciará de novo, na manhã seguinte. O túmulo não é um beco sem saída, é uma passagem. Fecha-se ao crepúsculo e a aurora vem abri-lo novamente.

JESUS
Não é nosso propósito narrarmos a história de Jesus. Apesar de belíssima e que enriquece qualquer trabalho que a contenha.  Nosso intuito é o de colocá-lo em sua exata posição. Como governador espiritual de todo o planeta Terra.

Ele, o governador de todo o nosso planeta e de todos nós que aqui residimos, temporariamente, nessa casa escola. Pessoalmente veio ensinar-nos a como agir, pensar e sentir. De conformidade com os desígnios de nosso Pai, visando a nossa evolução espiritual que tem como objetivo levar-nos a um estado progressivo de felicidade pessoal. Sem nos deixar, contudo, sermos levado ao egoísmo. Visto que a felicidade verdadeira, só a temos, quando em cumprimento com as leis de Deus, somos úteis e fazemos a tantos quantos forem possíveis, igualmente felizes.
Mas é pensamento falho por demais é o de julgarmos que somos nós, moradores de uma parte apenas do planeta. Felizardos por termos recebido o Mestre em nosso meio. Em detrimento a outra parte da Terra, que não teve a oportunidade de tê-lo entre eles. Afinal. Jesus é o governador da Terra. E, não apenas, utilizando uma linguagem política. Um governador distrital. Se ao longo de sua passagem física, pela Terra, houve a possibilidade de ele estar entre nós. pela brevidade de uma existência em comparação a complexidade da tarefa para qual ele veio. Que era o de implantar no seio de nosso povo, o Cristianismo. Era impossível que ele estivesse em todos os quatro cantos do mundo. Assim, de uma forma totalmente compreensível, Ele, como governador dos quatro cantos desse planeta, coordenou a vinda de seus grandes auxiliares, para a implantação no restante do mundo, dos conceitos elevados. E assim é que ocorreu o surgimento do Budismo e tantas outras religiões.
A nós, que temos compreensão de como é na parte espiritual, nosso planeta, cabe-nos uma pergunta: por qual razão, senão de forma puramente pedagógica, diferenciamos as religiões que nós intitulamos de Cristãs, das demais? Uma vez que de diferente, apenas, foram “as mãos” pelas quais elas vieram para o nosso planeta. Apenas isso. Pois sabemos que a coordenação foi de uma única personalidade. Jesus. Nosso governador geral.

O Cristianismo entre as crianças espirituais

Inicialmente, explicando o termo: "O Cristianismo entre as crianças espirituais". Queremos justificá-lo por nos referirmos aos nossos primórdios, quando éramos, bem mais do que hoje. Espíritos ainda mais no início de nossa evolução, do que nos encontramos hoje. Graças a lei do progresso que rege a todos.

A evolução do Cristianismo de acordo com a evolução do ser humano.

No livro: “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. No capítulo 1 – Instrução dos Espíritos – A ERA NOVA. Encontramos respaldo a questão da evolução do Cristianismo, na medida certa em relação ao desenvolvimento humano. Observemos:

9. Deus é único, e Moisés, o Espírito que Deus enviou em missão para se fazer conhecer, não somente pelos Hebreus, mas ainda pelos povos pagãos. O povo hebreu foi o instrumento de que Deus se serviu para fazer sua revelação por Moisés e os profetas. As vicissitudes desse povo eram destinadas a impressionar os olhos e fazer cair o véu que escondia a divindade dos homens. Era, na época, o único povo monoteísta.

Os mandamentos de Deus dados a Moisés trazem o germe da mais ampla moral cristã; os comentários da Bíblia limitavam-lhe o sentido, porque, postos em prática em toda a sua pureza, ela não teria sido, então, compreendida; mas nem por isso, os dez mandamentos de Deus deixaram de permanecer como o frontispício brilhante, como o farol que deveria iluminar a Humanidade no caminho que deveria percorrer. (Moisés pela rudeza do povo, foi obrigado a colocar leis suas, como por exemplo: se um animal passar para o seu terreno, ele é seu, ainda outros mandamentos bem materializados).

A moral ensinada por Moisés era apropriada ao estado de adiantamento no qual se encontrava o povo a que ele foi chamado a regenerar. esse povo, semi-selvagem, quanto ao aperfeiçoamento de sua alma, não teria compreendido que se pode adorar a Deus de outro modo e não pelos holocaustos Muito menos que se precisasse perdoar a um inimigo. As idéias das artes e das ciências, eram muito atrasadas. A moralidade ainda engatinhava e não se teriam serem convertidos sob o império de uma religião inteiramente espiritual. Era-lhes preciso uma representação semi-material, tal qual lhe oferecia, então, a religião hebraica. Assim, os holocaustos falavam aos seus sentidos, enquanto que as idéias de Deus falavam às suas almas.

O Cristo foi o iniciador da moral mais pura e mais sublime moral evangélico-cristã que deve renovar o mundo, aproximar os homens e torna-los irmãos. Só com Jesus foi criada a palavra perdão que deve fazer jorrar de todos os corações humanos a caridade e o amor ao próximo. Criar entre todos os homens uma solidariedade comum. Moral, enfim, que deve transformar a Terra, e dela fazer dela uma morada para os Espíritos Superiores que a habitarão amanhã. É a lei do progresso em ação....

(Um Espírito Israelita, Mulhouse, 1861)

BREVES TRECHOS (DA HISTÓRIA DO CRISTIANISMO

O Cristianismo, de conformidade com o que até então pensávamos de uma forma restritiva e imperfeita,  é a religião predominante na Europa, América, Oceania e em grande parte de África e partes da Ásia
A História do cristianismo remontam mais de 2010 anos de história da religião cristã e suas Igrejas, principiando-se no ministério de Jesus e seus Apóstolos, até a atualidade. Iniciado no primeiro século d.C.. em Jerusalém. Baseada nos ensinamentos deixados por Jesus, que são de cunho monoteísta. Durante a Era dos Descobrimentos, ocorrido entre os séculos XV ao XVII o cristianismo se expandiu para o mundo. Ao longo da sua história, os cristãos tem se dividido por disputas teológicas que resultaram em muitas igrejas distintas.

A crucificação de Jesus Cristo

Segundo a religião judaica, o Messias, iria um dia restaurar o Reino de Israel.
Jesus, que era judeu, ao pregar uma nova doutrina e atrair seguidores, acabou aclamado como o Messias. Mas, não aceito por seu próprio povo. Considerado por apóstata pelas autoridades judaicas. Condenado por blasfêmia e executado pelos romanos pela acusação de ser um líder rebelde.
Com a morte e a ressurreição de Jesus, os apóstolos, reúnem-se numa comunidade religiosa composta principalmente por judeus, em Jerusalém e seguindo as orientações deixadas por Jesus. Praticavam a comunhão dos bens, administrava o batismo aos novos convertidos e celebravam a "partilha do pão" em lembrança da última refeição tomada por Jesus.
De lá, os apóstolos partiram para pregar a nova mensagem, anunciando a nova religião. Filipe prega aos Samaritanos. Em contato pela primeira vez com os pagãos, em Antioquia, os discípulos entram  e passam a ser denominados de cristãos.
Paulo de Tarso não se contava entre os doze apóstolos. Mas bandeirante do Novo Testamento pregando entre os gentios. Entre os anos de 44 e 58 ele fez três viagens que levaram o Cristianismo para a Ásia Menor e de outras regiões da Europa.

As primeiras comunidades Cristãs

Nas primeiras comunidades cristãs a coabitação entre os cristãos oriundos do paganismo e os de origem no judaísmo gerava conflitos. Muitos dos provenientes do judaísmo permaneciam fiéis às restrições alimentares, bem como se recusavam a sentarem à mesa com os pagãos.

A Revolta Judaica

Em Junho do ano 66 inicia-se a revolta judaica. Em Setembro do mesmo ano a comunidade cristã de Jerusalém decide separar-se dos judeus insurrectos, seguindo a advertência dada por Jesus de que enquanto Jerusalém fosse cercada por exércitos a desolação dela estaria próxima. Exilam-se em Pela, na Transjordânia, o que representa o segundo momento de ruptura com o judaísmo.

Perseguição dos cristãos.
As perseguições organizadas contra os cristãos surgem, em especial, a partir do século II: No ano de 112 quando Trajano, volta-se contra os cristãos. Se fossem cidadãos romanos eram decapitados. Caso contrário, podiam ser atirados às feras ou enviados para trabalhar nas minas.
Durante a segunda metade do século II houve o desenvolvimento das primeiras heresias. Marcião rejeitou o Antigo Testamento, opondo o Deus vingador dos judeus ao Deus bondoso do Novo Testamento, apresentado por Cristo. Elaborou um Livro Sagrado feito a partir de passagens retiradas das epístolas de Paulo  e do Evangelho de Lucas. Tatiano, cristão de origem síria, convertido em Roma. Gera uma seita agnóstica que reprova o casamento e que celebrava a eucaristia, com água, e não com o vinho.  O latim passa a ser usado como língua sagrada.
Durante o século III, com o relaxamento da intolerância aos cristãos, a Igreja havia conseguido muitos donativos e bens. Porém com o fortalecimento da perseguição pelo imperador Diocleciano, esses bens foram confiscados. Posteriormente com a derrota de Diocleciano e a ascensão do imperador romano Constantino, o cristianismo foi legalizado pelo Édito de Milão de 313, e os bens da Igreja devolvidos. É de sua própria autoria a ordenação de diversas basílicas e templos e as doou à Igreja. Constantino convocou o Primeiro Concílio de Niceia em 325, onde se definiu o Credo Niceno, uma manifestação mínima da crença partilhada pelos bispos cristãos.

Concílio de Nicéia

Alguns dos principais pontos discutidos no sínodo foram:
a questão ariana e a profissão de Fé

Excluindo dois seguidores de Ario. Todos os demais envolvidos assinaram as atas do Concílio de Niceia

"Cremos em um só Deus, Pai todo poderoso, Criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis; E em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho de Deus, gerado do Pai, unigênito, isto é, da substância do Pai, Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial do Pai, por quem todas as coisas foram feitas no céu e na terra, o qual por causa de nós homens e por causa de nossa salvação desceu, se encarnou e se fez homem, padeceu e ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus e virá para julgar os vivos e os mortos; E no Espírito Santo. Mas quantos àqueles que dizem: 'existiu quando não era' e 'antes que nascesse não era' e 'foi feito do nada', ou àqueles que afirmam que o Filho de Deus é uma hipóstase ou substância diferente, ou foi criado, ou é sujeito à alteração e mudança, a estes a Igreja Católica anatematiza".

Os participantes do Cristianismo divergiam quanto a data da Páscoa da ressurreição. Apesar da tentativa efetuada, as diferenças de calendário entre Ocidente e Oriente fizeram com que esta vontade de festejar a Páscoa em toda a parte no mesmo dia continue não realizado. No concílio de Niceia decidiu-se a questão estabelecendo que a Páscoa dos cristãos seria celebrada, sempre,  no domingo seguinte ao plenilúnio após o equinócio da primavera.
* As igrejas da Ásia Menor, que contava com a igreja de Éfeso. Celebravam, juntamente com os judeus, no 14º dia da primeira lua da primavera
* As igrejas de Roma e de Alexandria, juntamente com muitas outras igrejas tanto ocidentais quanto orientais, celebravam-na no domingo subsequente ao 14º Nisan. Mas, o ponto mais importante desse concílio, referia-se a Doutrina de Arius.

Doutrina de Arius

A Doutrina da Cristologia, de Arius, defendia:

Que o Logos e o Pai não eram da mesma essência (Opondo-se a Trindade)

Que o Filho era uma criação do Pai

Que houve um tempo em que o Filho (ainda) não existia

No ano de 318 ocorreu desavenças entre  Arius e o Bispo Alexandre de Alexandria. Uma vez que esse acusava Alexandre de Sabelianismo. Sendo condenado no Concílio.  Arius, contudo, encontrando apoio  de Eusébio de Cesareia. Bem como outros apoios. Espalhou a desavença da Alexandria por todo o Oriente. Para restabelecer a união entre os cristãos. O Imperador Constantino I convocou o Primeiro Concílio de Niceia em 325, onde a doutrina de Arius acabou por ser condenada como herética.
Arius foi expulso, tendo no entanto a sua banição anulada pela influência do Bispo Eusébio de Nicomédia no ano de 328, na mesma época em que Atanásio se tornou Bispo de Alexandria. No ano de 335 Arius seria supostamente reabilitado. Ele concordou em subscrever a doutrina de Niceia, que havia recusado anteriormente. Contudo, antes de receber a comunhão em Constantinopla, "morreu", subitamente.

A importância dos Concílios para o Cristianismo e breves comentários sobre as religiões

Apesar de inúmeros absurdos, absolutamente normais do ponto de vista da evolução da humanidade terem sido efetuados nos Concílios, há uma observação importante sobre eles que devemos efetuar. Sem eles, a unidade cristã não se observaria como observamos, ao longo da história. Em síntese: podemos concluir que foi um mal necessário.
O Cristianismo, seus ensinamentos, propagavam-se entre as comunidades através de diálogos, principalmente. Bem como as comunicações entre as cidades e regiões eram esporádicas e nesse processo rudimentar se propagava. Normal conceber que foram geradas inúmeras alterações no conteúdo e práticas Cristãs.
Os concílios, em fim, tinham a função de estabelecer uma maior padronização na prática e nos ensinamentos Cristãos. E se isso não ocorresse, poderia gerar a fragmentação do Cristianismo. O que é bem diferente do que historicamente veio a ocorrer foi a formação de inúmeras religiões cristãs.  Visto que a não fragmentação do Cristianismo, proporcionou-nos a preservação da Bíblia seguida pelo Catolicismo. Posteriormente, da Bíblia surgiram os denominados protestantes,iniciados por Lutero que se rebelou contra o catolicismo e suas máximas.Quanto o surgimento de diversas religiões, em nada tem haver com a fragmentação ou não do Cristianismo. Mas, sim, sendo o resultado da aplicação religiosa do Cristianismo, para os diversos graus evolutivos dos espíritos que foram encontrados encarnados na Terra. Uma vez que os conhecimentos cristãos ampliam-se ou não, em cada religião, de acordo com a exata capacidade de esses religiosos compreenderem e as praticarem.
Apenas ilustrando o que acima foi dito. Acabo de ter uma breve conversa com a proprietária da pensão onde me encontrava até pouco tempo. E, nessa conversa, em determinado momento ela falou: – Toda a minha família, seja da parte de meu falecido marido e os meus foram e são extremamente religiosos. Até o presente momento, nenhum dos nossos mortos vieram contar como é do outro lado e, nem poderiam!Estão dormindo, aguardando a  volta de Jesus. Aliás, eles estão dormindo em seus aposentos. Apesar de nós utilizarmos o nome errado de túmulos. O certo é falarmos em aposentos.  Essa senhora, que aqui não vou declinar o nome. Pelo tempo que a conheço posso dizer que é uma excelente praticante do Cristianismo. Se eu tentasse impor as verdades que o Cristianismo aquilatou para a humanidade, através do Espiritismo estaria sendo um péssimo religioso. Pois, se há condições de compreender mais coisas do que essa senhora. Também sou obrigado a reconhecer que o grau evolutivo-intelectual-espiritual dela é outro.Portanto , suas considerações devem ser ouvidas e respeitadas. Sem uma ação inútil e equivocada, de gerar uma discussão que apenas eu conseguiria magoá-la. Se tentasse expor que o que ela está a dizer é bobagem. Que os espíritos de seus entes queridos, se encontram em outra dimensão e muito vivos totalmente livres da matéria, desde que tenham um mínimo de evolução espiritual.
Por fim, necessário expor uma grande diferença entre a evolução espiritual e a evolução-intelectual-espiritual que não depende da evolução intelectual acadêmica. A primeira que é a mais importante. Permite-nos ao morrer sermos merecedores de estarmos em regiões espirituais mais elevadas. Pois, quem tem determinada evolução espiritual mais apurada, faz a prática do bem. Já quem tem apenas a evolução intelectual espiritual tem maiores condições de compreender as novas revelações Cristãs. (Revelações. E, não, inovações ou descobertas.) Mas, infelizmente, entre ter condições de compreender e colocá-la em prática em suas vidas. Há uma grande diferença e, nem sempre, o fazemos. O ideal é que tenhamos as duas evoluções. Para como dizia em suas palestras, meu pai. – "Podermos voar mais alto, com a utilização das duas asas." A asa do conhecimento e a asa da prática do bem que Jesus e todos os seus colaboradores, de alta hierarquia espiritual, vieram nos ensinar.

Concílio de Constantinopla

Édito de Justiniano: “Se alguém diz ou sustenta que as almas humanas preexistiram na condição de inteligências e de santos poderes; que, tendo-se enojado da contemplação divina, tendo-se corrompido e, através disso, tendo-se arrefecido no amor a Deus, elas foram, por essa razão, chamadas de almas e, para seu castigo, mergulhadas em corpos, que ele seja anatematizado!”
O Concílio de Constantinopla, realizado na cidade de Constantinopla (Istambul, Turquia) de 5 de maio a 2 de junho do ano 553. Foi realizado pelo imperador romano Justiniano e participado principalmente por bispos orientais. Sendo apenas seis bispos ocidentais. Justamente, como manobra para se obter os votos necessários para os interesses de Justiniano. Foi neste concílio que a preexistência da alma deixou de ser aceita e pregada dentro da Igreja Católica, sendo declarada como herética. Afinal, manter a preexistência da alma faria admitir, por exemplo, a possibilidade de que o imperador e sua família, em outra existência, poderiam nascer ou já terem sido pessoas normais, do povo. Além do mais, Justiniano casou-se com Teodora que era uma prostituta, sendo que ao longo do tempo, suas antigas amigas tendo em vista a jornada de êxito dela, começaram a se insuflar, e ela, diante do fato, e até para procurar apagar seu passado, mandou matar cerca de 500 outras prostitutas Depois disso, o povo começou a dizer que ela ia pagar na outra vida o crime hediondo realizado, então, ela pediu ao marido  para que ele banisse a reencarnação das crenças populares. Coisa que o orgulho de suas posições não admitiam, jamais. Por outro lado, há de se justificar de o Papa haver assinado esse banimento no Catolicismo, das realidades da preexistência da alma. Pois, caso se opusesse a vontade do imperador. Certamente ele estaria colocando o seu poder em perigo, e sua própria vida, uma vez que não estaria atendendo aos interesses políticos de Justiniano, que o mantinha no controle da Igreja Católica Apostólica Romana. Na reunião final deste concílio, participaram cerca de 165 bispos. Dos quais, 159 bispos orientais. Algo totalmente planejado para o êxito de seus propósitos. 

Como consequência desse Concílio, observamos que o Cristianismo que na época representava-se, na Terra, através da Igreja Católica Apostólica Romana aboliu a preexistência da alma. Sendo que, o mais curioso, foi o fato de os cristãos haverem aceitado. Entretanto, nada mais natural. Afinal, nessa época éramos crianças espirituais. E, como tais, facilmente manipuláveis por alguns poucos. Felizmente essa é uma realidade que deixamos para trás. Afinal, hoje, nossa sociedade não admite tal acontecimento ocorrer, impunemente. Isso é uma evolução de nossa sociedade. De cada um de nós. Graças a Deus!
Finalmente concluímos que se a árvore do Cristianismo foi mutilada através desse Concílio, nada mais foi do que o arrancarmos um de seus galhos que nos orienta. Mas, que em momento oportuno, quando a humanidade encontrar-se mais evoluída. Assim como ocorre em uma árvore que a mutilamos, através da poda, torna-se, mais bela e frondosa, expondo para nós toda a sua força e beleza. Com o aparecimento de novos galhos frutos e flores.

Em 500 d.C., “criou-se” o purgatório. O que demonstra a modificação dos ensinamentos do Cristianismo através da Igreja Católica Apostólica Romana.

Em 1074, estabeleceu-se o celibato clerical, que é um atentado à natureza humana ocasionando inúmeros sacrifícios, sofrimentos e desvios de religiosos de todos os tipos.

Alguns dos célebres vultos do Cristianismo, no ocidente.

John Wycliffe
(1320 — 31 de dezembro 1384) Professor da Universidade de Oxford, teólogo e reformador reclip_image002ligioso inglês. Precursor das reformas religiosas que sacudiram a Europa nos séculos XV e XVI. Trabalhou na primeira tradução da Bíblia para o idioma inglês. Entregando a tradução da Bíblia aos padres. Pelo fato que acreditava que essa deveria ser um bem comum de todos os cristãos e precisaria estar disponível para uso cotidiano, na língua nativa das populações. "a joia do clero tornou-se o brinquedo dos leigos". A influência dos escritos de Wyclif foi fundamental em outros movimentos reformistas. Como  o movimento  liderado por Jan Huss e Jerônimo de Praga. Na Boêmia,
Na Universidade, aplicou-se nos estudos de teologia, filosofia e legislação canônica. Tornou-se sacerdote e depois serviu como professor no Balliol College, ainda em Oxford. Por volta de 1365 tornou-se bacharel em teologia e, em 1372, doutor em teologia.
Como teólogo, logo destacou-se pela firme defesa dos interesses nacionais contra as demandas do papado, ganhando reputação de patriota e reformista. Wycliffe afirmava que havia um grande contraste entre o que a Igreja era e o que deveria ser, por isso defendia reformas. Suas idéias apontavam a incompatibilidade entre várias normas do clero.  Uma destas incompatibilidades era a questão das propriedades e da riqueza material, do clero. Ele pregava o retorno da Igreja à primitiva pobreza dos tempos dos evangelistas, algo que, na sua visão, era incompatível com o poder temporal do papa e dos cardeais. Para ele o Estado deveria tomar posse de todas as propriedades da Igreja e encarregar-se diretamente do sustento do clero. Logo, a cátedra deixou de ser o único meio de propagação de suas idéias, ao iniciar a escrita de seu trabalho mais importante, a Summa theologiae. Entre as idéias mais revolucionárias desta obra, está a afirmação de que, nos assuntos de ordem material, o rei está acima do papa e que a Igreja deveria renunciar a qualquer tipo de poder temporal. Sua obra seguinte, De civili dominio, aprofunda as críticas ao Papado de Avignon (onde esteve a sede provisória da Igreja de 1309 até 1377), com seu sistema de venda de indulgências e a vida perdulária e luxuosa de muitos padres, bispos e religiosos sustentados com dinheiro do povo. Wycliffe defendia que era tarefa do Estado lutar contra o que considerava abusos do papado. A obra contém 18 teses, que vieram a público, em Oxford, no ano de 1376.
Em 22 de maio de 1377, o Papa Gregório XI, que em janeiro havia abandonado Avignon para retornar a sede da Igreja a Roma, expediu uma bula contra declarando que suas 18 teses eram errôneas e perigosas para a Igreja e o Estado. Mas o apoio de que Wycliffe desfrutava na corte e no parlamento tornaram a bula sem efeito prático, pois era geral a opinião de que a Igreja estava exaurindo os cofres ingleses.

clip_image004Jan Huss

Seus pais eram checos, de poucas posses materiais. Esse reformador  boêmio, de origem da cidade de Husinec, teve seu nascimento,  no dia 6 de Julho de 1369. ( data provável).  Morreu queimado na cidade de Constança, no dia  6 de Julho de 1415. 
Estudou em Praga, onde esteve por volta dos anos 80. Foi grandemente influenciado por Stanislav ze Znojma, que mais tarde se tornaria seu amigo íntimo e finalmente um grande inimigo.  Nos seus escritos usava frequentemente citações de John Wyclif.  Em 1393 fez  Bacharelado em Letras, em 1394 o Bacharelado em Teologia, e em 1396, finalmente o Mestrado. Em 1400 foi ordenado padre, tornando-se em 1401 reitor da faculdade de Filosofia. No ano seguinte foi reitor da Universidade Carlos. Em 1402, nomeado pregador na Igreja de Belém em Praga, onde pregava em língua checa. Não em latim, como costume de sua época. Uma afronta aos costumes de época.
A sua inclinação para as reformas eclesiásticas foi despertada pelos escritos teológicos de Wyclif. O que ficou denominado de Hussismo das primeiras décadas do século XV não era mais do que Wyclifismo transplantado para solo Boémio. Os escritos teológicos de Wycliffe espalharam-se rapidamente pela Boêmia, trazidos em 1402 por Jerônimo de Praga, e que, mais tarde, tornou-se amigo e seguidor de Huss. Esses escritos causaram profunda impressão em Hus. A Universidade decretou-se contra as novas doutrinas. Sob a tutela do Arcebispo Zbyněk Zajíc, Hus gozou nos primeiros tempos de boa reputação e proteção. Em 1405 ele estava ativo como pregador sinodal, mas o bispo foi forçado a depor contra ele devido aos ataques dele contra o sacerdócio.
Hus pregava o Sacerdócio Universal dos Crentes, no qual qualquer pessoa pode comunicar-se com Deus sem a mediação sacramental e eclesial. Antes de ser queimado, Hus expôs as seguintes palavras ao carrasco: "Vocês hoje estão queimando um ganso (Hus significa "ganso" na língua boêmia), mas dentro de um século, encontrar-se-ão com um cisne. E este cisne vocês não poderão queimar." Identificamos nessa palavras a vinda de Martinho Lutero, com esta profecia. Pois, 102 anos depois, pregou suas 95 teses em Wittenberg.

clip_image006Martinho Lutero

Martinho Lutero nasceu em Eisleben, no dia 10 de novembro de 1483. Morrendo também em Eisleben, em 18 de fevereiro de 1546. Desenvolveu tradução da Bíblia em outros idiomas. Gerando um impacto violento, tanto na Igreja quanto na cultura germânica. E, também, o que fez desse livro mais acessível e ao alcance de mais pessoas. Seu casamento com Catarina von Bora estabeleceu padrão para a prática do casamento clerical, permitindo o matrimônio dos pastores protestantes. Seus hinos incentivaram a prática do ato de cantar em igrejas.  Era padre e professor de teologia. Iniciador da Reforma Protestante. Opôs-se fortemente as compras de indulgências, praticada pela Igreja Católica Apostólica Romana. Apresentou suas 95 teses, no ano de 1517. E sua recusa em retirar seus escritos em cumprimento ao pedido do Papa Leão X, em 1520, e do Imperador Carlos I de Espanha, na Dieta de Worms, no ano de 1521.  Provocou a sua excomunhão pelo papa e a condenação como um fora-da-lei pelo imperador. Ele pregava que a salvação não provia de bons feitos, mas de um livre presente de Deus, recebida apenas pela graça através da fé em Jesus como um redentor do pecado. Sua teologia desafiou a autoridade papal na Igreja Católica Romana por ensinar que a Bíblia é a única fonte de conhecimento divino e opôs-se ao sacerdotalismo, por considerar todos os cristãos batizados como um santo e natural sacerdócio.

Consideração necessária: No desenvolvimento do Cristianismo. Lutero representa um dos momentos mais importantes dessa evolução. Notemos, contudo, que sua obra representa o fruto de contínua evolução de muitos que o antecederam. Em cumprimento dos desígnios de Deus. Contudo, para os que não visualizam esses acontecimentos, reportando-se as épocas em que ocorreram. Lembramos que ele rompeu, no iniciar do século XVI, com práticas seculares da Igreja Católica. Exigir, nessa época mais realizações e mudanças. Impossível. Afinal, a nossa evolução nesse período não comportaria.

Nota: Quando falamos em desenvolvimento do Cristianismo. Subtende-se que não é Ele, propriamente dito, que evolui. Mas, sim, o ser humano em seu progresso incessante, como espírito imortal que lentamente permite ao Cristianismo retirar os véus que antes estavam ocultando verdades que sempre existiram. Mas que o progresso dos espíritos encarnados e desencarnados, na Terra. Ainda não permitia que nós tivéssemos acesso a essas informações. Utilizando uma linguagem figurada. O Cristianismo, ao longo da história da humanidade mede a intensidade de seu brilho de conformidade com a nossa capacidade de ver e trabalhar com essa luz. E, na atualidade dos nossos desenvolvimentos. Quantas verdades ainda não temos condições de compreender no atual estágio evolutivo em que estamos?  Certamente, dentro de cem ou duzentos anos a mais, quantas coisas teremos condições de saber dessa árvore generosa, e que hoje, simplesmente, não temos condições de compreender?
Há, contudo, uma exposição que não se pode comprovar. Mas é provável que se antigamente houvesse a necessidade de séculos serem gastos para que pudéssemos ter condições de ampliar nossos conhecimentos em alguma coisa, o período atual em que nos encontramos e dai em diante, permitiria-nos que maiores informações fossem dadas pelo Cristianismo, em um menor período
clip_image008de tempo.

Hippolyte Léon Denizard Rivail - "Allan Kardec",

Nascido em família católica com tradição profissional na advocacia e na magistratura. Efetuou estudos na Escola de Pestalozzi,  Suíça. País de formação religiosa, tipicamente protestante. Tornando-se um dos seus mais distintos discípulos e ativo propagador de seu método, que influenciou na reforma do ensino na França e na Alemanha.
Em 1824, de volta a França, publicou um plano para aperfeiçoamento do ensino público. No dia 6 de fevereiro de 1832 desposou Amélie Gabrielle Boudet. Tinha profundo domínio da língua alemã, traduzindo para este idioma algumas obras de educação e de moral, com destaque para as obras de François Fénelon. Conhecia a fundo os idiomas francês, inglês e holandês, alemão, italiano e espanhol. De 1834 em diante, passou a lecionar e a publicar diversas obras sobre educação. Tornando-se membro da Real Academia de Ciências Naturais.
Como pedagogo dedicou-se à luta para uma maior democratização do ensino público. Entre 1835 e 1840, residiu na rua de Sèvres. Onde ministrava cursos gratuitos de Química, Física, Anatomia, Astronomia; entre outras matérias.  As matérias que lecionou como pedagogo foram: Astronomia, Química, Matemática, Física, Fisiologia, Retórica, Anatomia Comparada e Francês. Sobre a utilização do pseudônimo "Allan Kardec", segundo biografias, foi adotado pelo Prof. Rivail a fim de diferenciar a Codificação Espírita dos seus trabalhos pedagógicos anteriores.

Consideração Necessária: Com uma sociedade terrestre mais evoluída. Houve aqui, e de uma forma mais completa do que nos primórdios do Cristianismo. A prática dos conhecimentos rencarnatórios. Suas causas e conseqüências. Pois, se antes foram retirados dos seres humanos, tal qual fazemos com as crianças. A humanidade agora, mais madura, não permitiu que poucos tentassem manipular as verdades. Houve muita luta, mas a verdade não nos foi retirada.

clip_image010Zélio Fernandino de Morais

Natural do distrito de São Gonçalo/RJ. Extremamente jovem no ano de 1908, então com dezessete anos de idade. Preparando-se para o ingresso na carreira militar, na Marinha de Guerra Brasileira. Foi acometido por inexplicáveis problemas não debelados pela medicina daquela época. Certo dia ergueu-se no leito, declarando: "Amanhã estarei curado!"  No dia seguinte,  levantou-se normalmente e voltou a caminhar, como se nada houvesse ocorrido. Sendo, dessa forma, que acabou fundando a Umbanda. Religião de origem 100% nacional.
Casou-se com  Isabel de Moraes. E teve duas filhas, Zélia e Zilméia. Faleceu no dia 3 de outubro de 1975 em Cachoeiras de Macacu, no Rio de Janeiro.
Sua atividade profissional era como comerciante. Sendo que no ano de 1924, tornou-se vereador. Três anos depois, foi reeleito e trabalhou como secretário do Legislativo Gonsalense. No poder público, dedicava-se, em especial, à difusão de escolas públicas. Tal a sua preocupação que criou escola gratuita, de curso primário, em seu centro religioso para atender as crianças de Neves.

clip_image012Francisco Cândido Xavier

Francisco Cândido Xavier, nasceu em Pedro Leopoldo/MG, Brasil. Em 2 de abril de 1910. Morreu em 30 de Junho de 2002. Considerado o médium do século e o maior psicógrafo. Através, em especial, dos livros produzidos pelo espírito André Luiz. Trouxe significativos avanços para os conhecimentos Espíritas. Durante sua existência,  psicografou 451 livros. Cedeu todos os direitos autorais para organizações espíritas e instituições de caridade. Vendeu mais de 50 milhões de exemplares em português, com traduções em espanhol, italiano, inglês,  mandarim, sueco, russo, japonês, esperanto, romeno e braile.

A implantação do Espiritismo na Terra

Irmãs Fox

A família Foxclip_image014
Em 11 de dezembro de 1847, a família Fox, de origem canadense, instalou-se em uma casa modesta na povoação de Hydesville, no estado de Nova Iorque.
A família Fox, compunha-se da Sra. Margareth Fox e seu marido. Sr. John D. Fox. Além de suas filhas, Kate e Margareth, respectivamente com 11 e 14 anos de idade. A mais conhecida e divulgada fonte sobre o ocorrido em Hydesville, com a família Fox,  é o depoimento da Sra. Margareth Fox que encontra-se no livro História do Espiritismo de Arthur Conan Doyle. Abaixo exposto.
O casal possuía mais filhos e filhas. Entre estas, Leah, mais velha, que escreveria um livro, "The Missing Link" (New York, 1885), no qual abordou às supostas faculdades paranormais de seus antepassados.
O fato ocorreu, inicialmente, apenas com Margareth e Kate. Depois, Leah juntou-se a elas e teve participação ativa nos acontecimentos ao de Hydesville.
Depoimento da Sra. Margareth Fox
"Na noite da primeira perturbação, todos nos levantamos, acendemos uma vela e procuramos pela casa inteira, enquanto o barulho continuava e era ouvido quase que no mesmo lugar. Conquanto não muito alto, produzia um certo movimento nas camas e cadeiras a ponto de notarmos quando deitadas. Era um movimento em trêmulo, mais que um abalo súbito. Podíamos perceber o abalo quando de pé no solo. Nessa noite continuou até que dormimos. Eu não dormi até quase meia-noite. Os rumores eram ouvidos por quase toda a casa. Meu marido ficou à espera, fora da porta, enquanto eu me achava do lado de dentro, e as batidas vieram da porta que estava entre nós. Ouvimos passos na copa, e descendo a escada; não podíamos repousar, então conclui que a casa deveria estar assombrada por um Espírito infeliz e sem repouso. Muitas vezes tinha ouvido falar desses casos, mas nunca tinha testemunhado qualquer coisa no gênero, que não levasse para o mesmo terreno.
Na noite de sexta-feira, 31 de março de 1848, resolvemos ir para a cama um pouco mais cedo e não nos deixamos perturbar pelos barulhos: íamos ter uma noite de repouso. Meu marido aqui estava em todas as ocasiões, ouviu os ruídos e ajudou a pesquisa. Naquela noite fomos cedo para a cama – apenas escurecera. Achava-me tão quebrada e sem repouso que quase me sentia doente. Meu marido não tinha ido para a cama quando ouvimos o primeiro ruído naquela noite. Eu apenas me havia deitado. A coisa começou como de costume. Eu o distinguia de quaisquer outros ruídos jamais ouvidos. As meninas, que dormiam em outra cama no quarto, ouviram as batidas e procuraram fazer ruídos semelhantes, estalando os dedos.
Minha filha menor, Kate, disse, batendo palmas: "Senhor Pé-Rachado, faça o que eu faço". Imediatamente seguiu-se o som, com o mesmo número de palmadas. Quando ela parou, o som logo parou. Então Margareth disse brincando: "Agora faça exatamente como eu. Conte um, dois, três, quatro" e bateu palmas. Então os ruídos se produziram como antes. Ela teve medo de repetir o ensaio. Então Kate disse, na sua simplicidade infantil: "Oh! mamãe! eu já sei o que é. Amanhã é primeiro de abril e alguém quer nos pregar uma mentira".
Então pensei em fazer um teste de que ninguém seria capaz de responder. Pedi que fossem indicadas as idades de meus filhos, sucessivamente. Instantaneamente foi dada a exata idade de cada um, fazendo uma pausa de um para o outro, a fim de os separar até o sétimo, depois do que se fez uma pausa maior e três batidas mais fortes foram dadas, correspondendo à idade do menor, que havia morrido.
Então perguntei: "É um ser humano que me responde tão corretamente?" Não houve resposta. Perguntei: "É um Espírito? Se for dê duas batidas." Duas batidas foram ouvidas assim que fiz o pedido. Então eu disse: "Se foi um Espírito assassinado dê duas batidas". Estas foram dadas instantaneamente, produzindo um tremor na casa. Perguntei: "Foi assassinado nesta casa?" A resposta foi como a precedente. "A pessoa que o assassinou ainda vive?" Resposta idêntica, por duas batidas. Pelo mesmo processo verifiquei que fora um homem que o assassinara nesta casa e os seus despojos enterrados na adega; que a sua família era constituída de esposa e cinco filhos, dois rapazes e três meninas, todos vivos ao tempo de sua morte, mas que depois a esposa morrera. Então perguntei: "Continuará a bater se chamar os vizinhos para que também escutem?”A resposta afirmativa foi alta.
Meu marido foi chamar Mrs. Redfield, nossa vizinha mais próxima. É uma senhora muito delicada. As meninas estavam sentadas na cama, unidas uma à outra e tremendo de medo. Penso que estava tão calma como estou agora. Mrs. Redfield veio imediatamente, seriam cerca de sete e meia, pensando que faria rir às meninas. Mas quando as viu pálidas de terror e quase sem fala, admirou-se e pensou que havia algo mais sério do que esperava. Fiz algumas perguntas por ela e as respostas foram como antes. Deram-lhe a idade exata. Então ela chamou o marido e as mesmas perguntas foram feitas e respondidas.
Então, Mrs. Redfield chamou Mr. Duesler e a esposa e várias outras pessoas. Depois, Mr. Duesler chamou o casal Hyde e o casal Jewell. Mr. Duesler fez muitas perguntas e obteve as respostas. Em seguida, indiquei vários vizinhos nos quais pude pensar, e perguntei se havia sido morto por algum deles, mas não tive resposta. Após isso, Mr. Duesler fez perguntas e obteve as respostas: Perguntou: "Foi assassinado?" Resposta afirmativa. "Seu assassino pode ser levado ao tribunal?" Nenhuma resposta. "Pode ser punido pela lei?" Nenhuma resposta. A seguir, disse: "Se seu assassino não pode ser punido pela lei dê sinais." As batidas foram ouvidas claramente. Pelo mesmo processo Mr. Duesler verificou que ele tinha sido assassinado no quarto de leste, há cinco anos passados, e que o assassínio fora cometido à meia-noite de uma terça-feira, por Mr.; que fora morto com um golpe de faca de açougueiro na garganta; que o corpo tinha sido levado para a adega; que só na noite seguinte é que havia sido enterrado; tinha passado pela despensa, descido a escada, e enterrado a dez pés abaixo do solo. Também foi constatado que o motivo fora o dinheiro.
"Qual a quantia: cem dólares?" Nenhuma resposta. "Duzentos? Trezentos?" etc. Quando mencionou quinhentos dólares as batidas confirmaram.
Foram chamados muitos dos vizinhos que estavam pescando no ribeirão. Estes ouviram as mesmas perguntas e respostas. Alguns permaneceram em casa naquela noite. Eu e as meninas saímos. Meu marido ficou toda a noite com Mr. Redfield. No sábado seguinte a casa ficou superlotada. Durante o dia não se ouviram os sons; mas ao anoitecer recomeçaram.
Diziam que mais de trezentas pessoas achavam-se presentes. No domingo pela manhã os ruídos foram ouvidos o dia inteiro por todos quantos se achavam em casa.
Na noite de sábado, 1º de abril, começaram a cavar na adega; cavaram até dar n'água; então pararam. Os sons não foram ouvidos nem na tarde nem na noite de domingo. Stephen B. Smith e sua esposa, minha filha Marie, bem como meu filho David S. Fox e sua esposa dormiram no quarto aquela noite.
Nada mais ouvi desde então até ontem. Antes de meio-dia, ontem, várias perguntas foram respondidas da maneira usual. Hoje ouvi os sons várias vezes.
Não acredito em casas assombradas nem em aparições sobrenaturais. Lamento que tenha havido tanta curiosidade neste caso. Isto nos causou muitos aborrecimentos. Foi uma infelicidade morarmos aqui neste momento. Mas estou ansiosa para que a verdade seja conhecida e uma verificação correta seja procedida. Ouvi as batidas novamente esta manhã, terça-feira, 4 de abril. As meninas também ouviram.
Garanto que o depoimento acima me foi lido e que é a verdade; e que, se fosse necessário, prestaria juramento de que é verdadeiro."
Assinado Margareth Fox.

Construindo uma rudimentar combinação alfabética, com as pancadas produzidas. Foi possível que as irmãs Fox, obtivessem o nome do espírito que era o causador dos sons. E foi dessa forma, que descobriram que seu nome era a do mascate, de 31 anos. De nome Charles B. Rosma. Assassinado há quatro anos, naquela casa e enterrado na adega. E por deduções, que seu assassino era antigo inquilino. Sr. Bell.  Interessados em esclarecer o caso, algumas pessoas escavaram a adega, em busca de encontrar os restos mortais do suposto assassinado. Não sendo nenhuma prova cabal encontrada. E, por essa razão foram suspensas.
Depoimentos já haviam ocorridos. Mais houve em especial um depoimento, com muitos detalhes, de quem se lembrava da passagem pela região de um certo mascate na mesma data em que o suposto espírito indicou como sendo o do seu assassinato. Nesse depoimento descreveu o comportamento dos antigos proprietários da residência em Hydesville, o Sr. Bell e a esposa que, sozinhos, teriam recebido o mascate.
No Verão de 1848,o irmão mais velho da família. David Fox. Retomou a busca. Mas a opinião de muitos é que os resultados encontrados, não eram originais. Uma armação.  Nessa busca, a uma profundidade das escavações de um metro e meio, encontrou-se inicialmente,  uma tábua. Aprofundando o buraco, encontraram cabelos, restos de carvão, cal e alguns fragmentos de ossos que, segundo Doyle, foram reconhecidos por um médico como pertencentes a um esqueleto de um ser humano.
Equivocadamente, Margareth e Kate chegaram a ser separadas e afastadas do lar paterno.  David Fox, ficou com Margareth. E Kate ficou com Leah. Mas essa separação das irmãs não foi suficiente para que os fenômenos deixassem de ocorrer. E, no caso da irmã mais velha, Lea Fish, passou a também apresentar fenômenos catalogados como mediúnicos. Sendo esse episódio narrado no livro História do Espiritismo:
"Era como uma nuvem psíquica, descendo do alto e se mostrando nas pessoas suscetíveis. Sons idênticos foram ouvidos em casa do Reverendo A. H. Jervis, ministro metodista residente em Rochester. Poderosos fenômenos físicos irromperam na família do Diácono Hale, de Greece, cidade vizinha de Rochester. Pouco depois a Sra. Sarah A. Tamlin e a Sra. Benedict de Auburn, desenvolveram notável mediunidade (...)."

clip_image016DANÇA DAS MESAS

No século XIX, ocorreu na Europa e nos Estados Unidos, esse fenômeno, mais conhecido como as mesas girantes. A sociedade mundial, inicialmente, apenas levava esses acontecimentos, para o campo do entretenimento. Mas o que desconheciam era que isso ocorria para, justamente, chamar atenção da humanidade. Consistindo no movimento de mesas e outros objetos pesados, sem causa física, , em torno dos quais reuniam-se nos salões, pessoas de todas as classes sociais e culturais. Sem que a princípio, fosse levado esse acontecimento, em suas reais proporções. Pois, durante sua fase inicial, até meados de 1870. As mesas girantes foram objeto unicamente de curiosidade e divertimento, em especial nos países europeus. Mas, através da seriedade do professor e pedagogo Hippolyte Léon Denizard Rivail - "Allan Kardec". Culminou no estudo e sistematização de conhecimentos que construíram  a Doutrina Espirita.
O professor Rivail, foi convidado pelo amigo Fortier, a verificar o fenômeno das mesas girantes com a disposição de observar e analisar os fenômenos que despertavam curiosidade no século XIX.
As primeiras manifestações tidas como mediúnicas aconteceram por meio de mesas se levantando e batendo, com um dos pés, um número determinado de pancadas e respondendo, desse modo, sim ou não, segundo fora convencionado, a uma questão proposta.
Analisando esses fenômenos, Allan Kardec, concluiu que não havia nada de convincente neste método para os céticos, pois se podia acreditar num efeito elétrico, cujas propriedades eram minimamente conhecidas pela ciência de então. Foram então utilizados métodos para se obter respostas mais desenvolvidas por meio das letras do alfabeto: o objeto móvel, batendo um número de vezes corresponderia ao número de ordem de cada letra, chegando, assim, a formular palavras e frases respondendo às perguntas propostas. Sociedades Científicas de diversas partes do mundo foram criadas para a  investigação dos fenômenos. O mundo científico acordou para analisar esses acontecimentos. Personalidades como  Oliver Lodge ,Friedrich Zöllner, William Crookes,  Michael Faraday, Camille Flammarion e  Alfred Russel Wallace.  Foram umas dos nomes da ciência a confirmarem esses acontecimentos. Bem como o criminologista Cesare Lombroso. Kardec concluiu que a precisão das respostas e sua correlação com a pergunta não poderiam ser atribuídas ao acaso. O ser misterioso que e respondia, quando perguntado sobre sua natureza, declarou que era um espírito, fornecendo o seu nome e forneceu outras informações a seu respeito. Apresentando ao mundo, dessa forma, a imortalidade da alma. Que apenas troca, por motivos que o Espiritismo veio ao mundo explicar, a sua existência espiritual pela a material.

ALGUNS VENERÁVEIS NOMES DEFENSORES DO ESPIRITISMO

Johann Karl Friedrich Zöllner

Johann Karl Friedrich Zöllner (Berlim, 8 de Novembro de 1834 — Leipzig, 25 de Abril de 1882). Asclip_image018trônomo e físico germânico.
Membro da Imperial Academia de Ciências Físicas e Naturais de Moscou, da Royal Society, da Sociedade Científica de Estudos Psíquicos de Paris, da Real Sociedade Astronômica de Londres. Além de membro honorário da Associação de Ciências Físicas de Frankfurt. Em 1860, apresentou ao mundo a ilusão de ótica que leva o seu nome: a chamada ilusão de Zöllner. Em 1872 passou a ocupar a cadeira de Astrofísica na Universidade de Leipzig.
Zöllner efetuou diversas reuniões com pesquisadores famosos e médiuns no século XIX, em sua própria residência, em Leipzig.
Dentro do Espiritismo, desenvolveu a "teoria da quarta dimensão". Com isso, os fenômenos espíritas perdem a sua característica mística e ingressam no campo da Física. Conhecimento esse que defendeu apoiado em posições teóricas e experiências práticas. Por essa teoria, o universo teria uma quarta dimensão até então não visualizada pela física. Através da qual explicam-se os fenômenos de ordem mediúnica. Essa quarta dimensão é uma extensão da própria matéria, apesar de invisível e imperceptível aos sentidos físicos humanos.
Faleceu sem conseguir publicar sua segunda obra, que abordava sobre os fenômenos pesquisados. Em reconhecimento de seu trabalho, uma cratera na Lua recebeu o seu nome: a cratera de Zöllner.

clip_image020Cesare Lombroso (Verona, 6 de novembro de 1835 — Turim, 19 de outubro de 1909). Médico, cientista e cirurgião italiano.

Nasceu em Verona, proveniente de família de posses, que lhe permitiu efetuar os estudos. Estudou Medicina na Universidade de Pavia, no ano de 1858, formou-se. Em 1859, em Cirurgia. Na Universidade de Gênova. Indo para Viena, onde apurou seus conhecimentos, alinhando-se com o pensamento positivista.
Desde os vinte anos demonstra a sua linha de interesses, com um estudo sobre a loucura. Servindo como oficial médico, publicou em 1859 estudo sobre os ferimentos das armas de fogo, considerado um dos mais originais. Entre os anos de 1871 a 1876, dirige o manicômio de Pádua. Vindo a ser aprovado para a cadeira de Higiene e Medicina Legal da Universidade de Turim. Também em 1876 publicou "O Homem Delinqüente" - sua primeira obra sobre criminologia, onde faz-se presente a influência da "frenologia.
Referente a mediunidade, estuda o fenômeno sob o aspecto positivista de comprovação factual - tal como fizeram outros cientistas da época, noutras partes. Ao final conclui pela comprovação científica dos fenômenos e doutrina  estudados. Tornando-se um fervoroso defensor do Espiritismo na Itália de seu tempo, juntando-se a várias correntes do movimento positivista da época.

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William Crookes

William Crookes (Londres, 17 de junho de 1832 — Londres, 4 de abril de 1919). Físico e químico inglês.
Em 1861, descobriu um elemento químico ao qual deu o nome de tálio. Posteriormente identificou a primeira amostra conhecida de hélio, em 1895. inventor do radiômetro de Crookes. Bem como desenvolveu os tubos de Crookes, investigando os raios canal. Foi um pioneiro na construção e no uso de tubos de vácuo para estudar os fenômenos físicos. Igualmente um dos primeiros cientistas a pesquisar o que hoje é chamado de plasmas. Desenvolveu um dos primeiros instrumentos para estudar a radioatividade nuclear, o que acabou denominado de espintariscópio. No ano de 1870, Crookes concluiu que a ciência tinha o dever de estudar os fenômenos associados com o Espiritualismo. Sua forma de condução de sua investigação sempre foi de forma imparcial e descreveu as condições que ele impunha aos médiuns da seguinte forma: "Deve ser na minha própria casa e com minha própria seleção de amigos e espectadores, sob minhas próprias condições e podendo eu fazer o que achar melhor quanto a dispositivos" (Doyle, 1926: volume 1, 177). Entre os médiuns que ele estudou estavam Florence Cook e Kate Fox.
William Crookes, através de seus pareceres favoráveis aos fatos espiritualistas, chegou ao ponto de ter o seu nome cancelado da filiação à Royal Society. Apenas não o sendo, pois, tornou-se mais cauteloso. Uma vez que a sociedade científica da época não concordava com as suas afirmações, que comprovavam o espiritualismo. Razão de seu silêncio. Mas, no ano de 1898, em seu discurso de posse na presidência da British Association for the Advacement of Science (Associação Britânica pelo Avanço da Ciência), abordou sobre o assunto: "Já se passaram trinta anos desde que publiquei um relatório dos experimentos tendentes a mostrar que fora de nosso conhecimento científico existe uma Força utilizada por inteligências que diferem da comum inteligência dos mortais ... Nada tenho a me retratar. Confirmo minhas declarações já publicadas. Na verdade, muito teria que acrescentar a isto". (Crookes, 1898).

Camille Flammarion


Nicolas Camille Flammarion. Nasceu em Montigny-le-Roi, em 26 de fevereiro de 1842. Falclip_image024ecendo em Juvisy-sur-Orge, em 3 de junho de 1925). Astrônomo francês.
Instruiu-se em Langres e,  por quatro anos, entre 1862 até 1866. Trabalhou no Observatório de Paris. De 1866 em diante, começa a escrever vários livros sobre Astronomia que acabaram traduzidos para outras línguas. E, mais tarde, também sobre Física. Fundou o observatório de Juvisy-sur-Orge, dirigindo-o até sua morte. Onde incentivava o trabalho de observadores amadores. No ano de 1887, funda a Sociedade Astronômica da França. Sendo no ano de 1922, agraciado com o premiado da Legião da Honra, graças ao seu trabalho de popularização  da Astronomia. Seu apoio as realidades espiritualistas, era total. E,como exemplo, temos a sua entrevista na The International Psychic Gazette, em 1917. Onde textualmente expôs:"Nunca tive jamais qualquer ocasião para modificar minhas ideias a respeito. Estou perfeitamente satisfeito com o que eu disse nos primeiros dias. É absolutamente verdadeiro que uma conexão foi estabelecida entre este mundo e o outro". (Fodor, N. - Encyclopaedia of Psychic Science, U.S.A.: University Books, 1974, p.70).

Consideração Inicial:
Quando expomos nesse trabalho, que o Cristianismo, em seu princípio. Por motivo de interesses políticos, através da Igreja Católica Apostólica Romana. Em determinado momento, através do Concílio de Constantinopla, no ano de 553. Deixou de pregar a reencarnação e as suas causas e consequências. Isso foi possível, mais uma vez é colocado nesse trabalho. Pois, a humanidade daquela época, muito mais do que hoje. Deve ser considerada composta por crianças espirituais, fáceis de serem manipuladas. Mas, apesar dessa realidade. Como toda verdade que por algum motivo é encoberta. Um dia, ela reaparece. Mas, dessa vez, para ficar conosco e nos nortear. Para sempre! E para tornar-se inquestionável, como vimos até o presente nesse trabalho. Sendo comprovado por pessoas do mais alto nível intelectual. E, abertamente, em todos os tempos, a disposição de todos nós para a comprovação de suas realidades, como puras verdades. A beleza do Cristianismo, quanto mais a ciência humana se desenvolve. Mais fica comprovado.
O Cristianismo, através do Espiritismo, como o Consolador prometido veio restabelecer a verdade. Veio com essa função, através de Allan Kardec. Na prática, a implantação definitiva dos conhecimentos espíritas, em nosso planeta. Representa um fato da mais alta importância, pois, ele representa o Cristianismo ampliando os horizontes da humanidade. No caminho inquestionável da imortalidade do espírito e de seu destino, que é o de galgar em rumo de sua própria evolução. Através de múltiplas encarnações.
Através de fenômenos ocasionados por espíritos, como aqui vemos. A humanidade foi chamada a atenção. Mas, se essa mesma humanidade, na época, apenas via esses acontecimentos. Como interessantes e divertidos acontecimentos para o seu entretenimento. Isso não ocorreu quando o professor Rivail se deparou com esses intrigantes fenômenos. Que rapidamente constatou que havia por detrás desses, um princípio inteligente. E através de seu caráter nobre e amante da verdade. Acabou sendo peça fundamental para a implantação do Espiritismo na Terra.
O Consolador prometido, veio no momento certo, quando a humanidade possuía o mínimo exigido de maturidade para assimilar os conhecimentos que através do Espiritismo, o Cristianismo estava a nos dar. Bem como demonstra a infinita bondade de Deus e nossos orientadores espirituais, incansáveis. Que no momento propício, trazem novamente para a face da Terra, o eminente espírito de  Jan Huss. Reencarnando, agora,  como Hippolyte Léon Denizard Rivail.   Para, através de sua coordenação material, os espíritos superiores conseguirem implantar na Terra, o Espiritismo.
Se o Espiritismo, até o atual momento, tem um número reduzido (apesar de expressivo) de fiéis seguidores-praticantes. Isso é devido a sua complexidade. Não, complexidade extraordinária em seus ensinamentos serem compreendidos. Mas, fundamentalmente, em seus ensinamentos serem incorporados na prática de nossos cotidianos.
O Espiritismo informa dês de seu início, para todos nós, que ele irá ampliar os conhecimentos que através dele a humanidade conhecerá. De acordo com a nossa possibilidade de compreender e colocar em prática, essas verdades. Como exemplo disso, vimos no século passado, através do inesquecível médium brasileiro, Francisco Cândido Xavier. Que serviu como ferramenta mediúnica para que o espírito de André Luiz, ampliasse os nossos conhecimentos sobre o mundo espiritual e diversos assuntos, de forma impressionante. Através da coleção de livros de sua autoria que foram publicados pela Federação Espírita Brasileira.
Para encerrar esses comentários iniciais. Disponibilizamos, na íntegra, matéria publicada em HARMONIA – REVISTA ESPÍRITA Nº 64 – FEVEREIRO/2000.

EXPRESSÃO FILOSÓFICA DO ESPIRITISMO

O lastro experimental, com a apresentação de fatos comprobatórios, ainda é uma necessidade, pois estamos muito longe, por enquanto, daquele estágio evolutivo em que a mediunidade ficará no puro domínio da intuição , como diz a própria Doutrina. Será uma expressão muito elevada em função, porém do tempo e do melhoramento espiritual do ser humano. Claro que a prática mediúnica, como geralmente falamos, precisa de condições básicas: honestidade pessoal, perseverança, lucidez e prudência do verdadeiro espírito científico. A mediunidade exercitada a esmo, embora bem intencionada, como acontece muitas vezes, tem os seus riscos.

Então, sem perder de vista o valor do estudo filosófico, a que Kardec atribui influência decisiva, é lógico entender que o aspecto mediúnico sempre teve e tem o seu momento de necessidade e relevância, seja pelo consolo das mensagens, seja pelos elementos de estudo e reflexões que oferece. Mas o Espiritismo não se contém todo ele no campo mediúnico, conquanto este lhe tenha servido de ponto de partida, como se sabe. O fenômeno por si só não nos levaria a consequências profundas, ou seria apenas objeto de observação ou motivo de deslumbramento, sem a formulação filosófica. Justamente por isso - repetimos Kardec - "a força do Espiritismo está em sua filosofia". E por que não está no fato mediúnico? Porque o fato prova e convence objetivamente, não há dúvida, porém não elucida os problemas mais graves de nossa vida, por si mesmo, se não tomar a direção filosófica que conduz à inquirição das causas, dos porquês e das consequências.

A comunicação dos espíritos demonstra praticamente a sobrevivência da alma "após a morte". É o elemento básico. Mas é preciso partir daí para as indagações que compreendem essencialmente o destino humano e as consequências morais do Espiritismo. A esta altura já é esfera da filosofia e a força do Espiritismo - não faz mal insistir neste ponto - está exatamente nesse corpo de princípios em cuja homogeneidade e coerência e encontramos respostas às mais complexas e momentosas questões de nossa vida: a existência de Deus, a justiça divina e as desigualdades morais, intelectuais e sociais, livre arbítrio e determinismo, a reparação do mal pelas provas, o reajuste de compromissos do passado através das experiências reencarnatórias. São temas de reflexão filosófica. Entretanto, a Doutrina estaria incompleta e não decorressem daí as consequências morais com que nos defrontamos a cada passo.

Quem, por exemplo, gosta apenas de ver sessões mediúnicas, porque acha interessante ouvir os conselhos dos espíritos ou conversar com os médiuns, mas não vai além desse hábito, que se transforma em rotina com o decorrer do tempo, naturalmente não tem uma visão global do ensino Espírita. Conhece o Espiritismo apenas pela parte fenomênica, que é muito rica de lições e sempre tem o que oferecer para estudo e meditação, porém não abre horizonte mais amplo a respeito das leis e causas, a que o fenômeno está sujeito. Há pessoas, por exemplo, que se interessam muito pelo lado experimental do Espiritismo e fazem realmente estudos sérios, mas encaram o fenômeno do intercâmbio entre dois mundos com a mesma neutralidade ou frieza com que os especialistas lidam com os fenômenos da Física ou da Eletrônica, e assim, por diante. A preocupação é exclusivamente com o fenômeno puro e simples. E daí?... Que resulta de tudo isso? Sim, o fenômeno da comunicação entre vivos e mortos é neutro até certo ponto, uma vez que sempre ocorreu no mundo, muito antes das civilizações e, portanto, do Espiritismo. E pode ser observado e registrado em ambientes não espíritas como também pode ser discutido à luz de critérios diversos, nas áreas da Parapsicologia, Psiquiatria, Antropologia, etc., sem nenhuma cogitação quanto às causas e consequências. Se o psiquiatra se volta para a procura da anormalidade, já o antropólogo vê o fenômeno dentro de um contexto cultural sem implicações de ordem transcendental, como se costuma dizer.

Quando, porém, o fenômeno está situado no contexto espírita, já não é tão neutro, porque assume um valor moral muito especial e, por isso mesmo, não pode ser considerado indiferentemente, como se estivesse em laboratório de Física ou Química. O fato de o espírito entrar em comunicação com o nosso mundo pela via mediúnica já pressupõe muita responsabilidade para o médium e também para quantos tenham de lidar com esse tipo de trabalho. Há necessidade, portanto, de um preparo moral indispensável. Já se vê que a situação, agora, é bem diferente. E porque, finalmente, o Espiritismo engloba o fato mediúnico numa contextura filosófica de consequências tão acentuadas? Exatamente porque a verificação de que os mortos continuam vivos e vêm até nós, identificando-se, interferindo-se, interferindo em nossos atos, "chorando as suas mágoas" ou trazendo alegria e esperança, confirma a tese capital de que a vida continua no tempo e no espaço. Partimos daí, desse princípio essencial, para a especulação filosófica das origens e do chamado sobrenatural. O próprio impulso da sede de saber nos leva a propor questões dessa natureza: que significa esse intercâmbio em nossa vida? Qual o ponto inicial, a causa primária dessa força ou inteligência aparentemente misteriosa? Que benefício poderá esse tipo de conhecimento trazer para a humanidade? Começamos a sentir o conteúdo ético e filosófico do Espiritismo desde o momento em que lhe avaliamos a profundidade e a integridade como Doutrina capaz de corresponder às nossas preocupações com o desconhecido e o nosso destino.

Mas a especulação filosófica, embora necessária e valiosa, ainda não é suficiente para atender satisfatoriamente às necessidades do ser humano quando desperta para os problemas espirituais; torna-se necessário, senão indispensável, além deste passo no conhecimento, procurar as consequências dos princípios espíritas na vivência individual e coletiva. E aí, principalmente, que se sente força do Espiritismo em sua filosofia.

DOUTRINA ESPÍRITA - CONCEITOS E PRINCÍPIOS BÁSICOS

PRINCÍPIOS BÁSICOS

Existência de Deus
Imortalidade da Alma
Comunicação entre o mundo espiritual e o mundo material
Reencarnação
Evolução Universal e Infinita

O Espiritismo não possui dogmas, bem como nenhum ritual. Fundamentando-se na razão e nos fatos. Sendo uma Doutrina Tríplice, estruturada na Ciência, Filosofia e Religião.

1- Ciência: 
Enquanto fundamentada na parte experimental. 
Formou-se idéias organizadas a partir dos fatos, dos fenômenos mediúnicos e das manifestações em geral.

2- Filosofia,
Sua temática abrange essencialmente objetos de conhecimento que estão além dos sentidos.
Tais como:
A existência de Deus;
As Leis Morais;
Os Princípios formadores do Universo.

3- Religião
A sua função de “religare”, como elemento de ligação entre Criador e Criatura. 
Ensinando a renovação definitiva do homem para a grandeza e evolução de seu imenso futuro espiritual.

HISTÓRIA DA MEDIUNIDADE

No oriente e ocidente, sempre observamos ao longo da história, a comunicabilidade de nós, encarnados, com o mundo espiritual. Servindo como exemplos claros dessa comunicabilidade, o Código de Manu e o Código de Vedas. Igualmente, são exemplos vivos de personalidades tais como: Hermes, Buda, Sócrates, Platão e Pitágoras.  Que plenamente foram favoráveis sobre os fenômenos mediúnicos. Outros exemplos de conhecimento de todos, tais como. Joana D´Arc foi que atuou em prol da Franca, como grande médium.

MEDIUNIDADE NOS POVOS PRIMITIVOS

O xamanismo é a forma mais antiga que a humanidade teve para se conectar com o mundo espiritual. As origens do xamanismo data entre 40.000 a 50.000 anos. Ainda na Idade da Pedra. Sendo caminho de auto conhecimento, através de rituais, cerimônias, preces, meditação e, acima de tudo, vivência.

Povos primitivos e civilizações milenares já praticavam rituais, onde o sacerdote da tribo, geralmente conhecido por  xamã ou pajé, através de estados alterados de consciência, viajava ao mundo dos espíritos, na busca de orientações de ordem espirituais e materiais, de grande importância para a  tribo.
O xamanismo é uma prática espiritual de povos nativos, e para sobreviverem, eram caçadores. Necessitavam, assim,  eliminar vidas a fim de ter meios de garantir suas próprias vidas.
A visão xamânica do equilíbrio cósmico baseia-se na necessidade de pagar pelas almas dos animais abatidos para a sobrevivência de sua aldeia. Esses povos nativos acreditavam em um espírito senhor dos animais, guardião de todas as espécies, representante de sua alma ou essência coletiva. Sendo esse o Grande Espírito que concede a caça aos caçadores. Mas, exigindo em troca, princípios morais a serem seguidos. Cabendo ao xamã, estabelecer essa negociação, visando a perfeita harmonia do cosmo. Sendo considerado o mais antigo conjunto de tradições, crenças,  disciplinas espirituais e métodos de cura de toda a humanidade. É, uma prática espiritual, onde se entra em contato com espíritos ancestrais, através de estados alterados  de consciência, na busca de esclarecimentos das mais diversas ordens.
Historicamente observa-se que o xamanismo não é uma prática exclusiva de povos indígenas. Sendo uma técnica de êxtase à disposição de um grupo considerado “especial” em relação a tudo o que é sagrado, sendo encontrado em muitas religiões.
O Xamã é um intermediário entre o céu e a terra. O mundo dos espíritos ancestrais, acreditavam ter influência no mundo dos vivos. Segundo eles, tal como os homens caçam os animais, também os espíritos caçam almas humanas e é exatamente essa perda da alma que caracteriza a doença ou a morte. Cabendo ao xamã, através do uso de certos rituais e objetos sagrados, atingir estados alterados de consciência e entrar em contato com o mundo dos espíritos, na procura, nem sempre atingida, de resgatar essa alma e devolvê-la, sadia, ao corpo. Resumidamente pode-se concluir que o xamã é o grande especialista da alma humana, uma vez que conhece sua forma e seu destino.

MEDIUNIDADE NA ANTIGUIDADE

CELTAS: Os celtas constituíam-se por um povo altamente avançado. Sua sociedade culturalmente evoluída, estruturada a partir da religião que tinha uma evoluída cosmovisão. Tinham no druidas, seus sacerdotes. Sendo que esses pregavam o monoteísmo, reencarnação, livre arbítrio, imortalidade da alma. lei de causa e efeito e o mundo espiritual. Inclusive, não se cultuando as penas eternas.
No primeiro século antes de Cristo. Esse povo se encontrava na Grã-Bretanha, Galha e Irlanda. Sendo com a invasão romana. A Grã-Bretanha teve uma parte pequena de seu território conquistada. Mas a Gália, sofreu fortemente com os romanos.
É curiosamente muito semelhante os princípios religiosos dos celtas, com os princípios Espíritas. Infelizmente, contudo, pela ausência da prática da escrita. Há uma insuficiência de documentos sobre esse maravilhoso povo, bem como sua religião e cultura.

EGITO: Igual as práticas religiosas na Índia antiga. As faculdades mediúnicas no Antigo Egito eram efetuadas no interior dos templos sagrados, em total proibição que outras pessoas viessem a saber.  Qualquer indiscrição acarretaria na execução da pena de morte, ao infrator.
Os magos dos faraós, no antigo Egito, eram os que efetuavam a comunicação com os mortos, através de evocações. Sendo essa prática comercializada, comumente. O que obrigou Moisés a proibir tal prática, como consta no Livro do Deuteronômio: “Que entre nós ninguém use de sortilégio e de encantamentos, nem interrogue os mortos para saber a verdade.”  Por saberem manipular os potenciais mediúnicos que possuíam. Eram os Sacerdotes os verdadeiros mandatários do  Egito. Visto que eram eles que, verdadeiramente, escolhiam os seus governantes.   Eles conheciam assuntos tais como o sonambulismo, magnetismo, processos de curas através do sono induzido, clarividência. Prática de magias, entre outros. Facilmente concluímos, que eram de uma evolução científica extraordinária.

GRÉCIA: A figura da pitonisa, encarregada de proferir oráculos evocando os deuses era presença frequente em todos os templos gregos.

GRECO-ROMANO: Em Roma cultuava-se os oráculos, que eram conhecidos como ARÚSPICES. Esses interpretavam as respostas dos deuses pelo exame das vísceras de animais sacrificados e os fenômenos da natureza. Na Grécia, O mais famoso oráculo da  foi o santuário de Apolo, em Delfos.

ÍNDIA
Sacerdotes brâmanes, preparavam pessoas, denominadas, faquires.  Para atingirem os mais diversos fenômenos mediúnicos. Tais como a levitação,  insensibilidade hipnótica para impedir a sensação de  dor;  a evocação dos espíritos .
O primeiro código religioso.  O Código de Vedas. Encontra-se registros referentes a existência do mundo espiritual. Como a seguir colocamos nesse trabalho: “Os espíritos dos antepassados, no estado invisível, acompanham certos brâmanes, convidados para a cerimônia em comemoração dos mortos, sob uma forma aérea; seguem-no e tomam lugar ao seu lado, quando eles se assentam.”

SUMÉRIA
Na Suméria a medicina era baseada  numa curiosa mistura de ervas e magia, cujas receitas baseavam-se em feitiços para exorcizar os maus espíritos, aos quais se atribuía a causa das doenças.

Detalhando os fenômenos mediúnicos, na atualidade.

As formas de manifestações mediúnicas, são diversas. E, para melhor compreensão devem ser divididos em dois grupos. Os denominados de efeitos físicos. E os denominados efeitos intelectuais.
Os de efeitos físicos, os menos comuns de ocorrerem. Necessita que ocorra a captação ou doação do médium do ectoplasma. Para que haja condições de ocorrer. 

EFEITOS FÍSICOS

ECTOPLASMA

O texto abaixo é fragmento do que encontramos publicado pela Revista Cristã de Espiritismo

De aspecto viscoso, semilíquido e esbranquiçado, é uma substância básica e muito importante para os efeitos de materialização de objetos e espíritos

Para a ciência acadêmica, ectoplasma é a parte da célula que fica entre a membrana e o núcleo ou a porção periférica do citoplasma. Para o cientista Charles Richet, é uma substância que se acredita ser a força nervosa e possui propriedades químicas semelhantes às do corpo físico, de onde provém. Apresenta-se sob um aspecto viscoso, esbranquiçado, quase transparente, com reflexos leitosos, bem como esvanescentes sob a luz. É considerada a base dos efeitos mediúnicos chamados físicos, pois é através dele que os espíritos podem atuar sobre a matéria.
Entretanto, para os espíritos, o ectoplasma é geralmente conhecido como um plasma de origem psíquica, que se exala principalmente do médium de efeitos físicos e um pouco dos outros. Trata-se de uma substância delicadíssima que se situa entre o perispírito e o corpo físico e, embora seja algo disforme, é dotada de forte vitalidade, servindo de alavanca para interligar os planos físico e espiritual. Historicamente, o ectoplasma tem sido identificado como algo produzido pelo ser humano, que, em determinadas condições, pode liberá-lo, produzindo vários fenômenos.
Aqui, procuraremos detalhar esse assunto, para os que desejarem se aprofundar. Exposto NO APÊNCIE. Com considerações do Dr. Ricardo di Bernardi.

VER CONSIDERAÇÕES DO DR. RICARDO DI BERNARDI
1- ECTOPLASMA

ALGUMAS TERMINOLOGIAS

Ectoplasmia
: Do grego ectós, "fora"; plasma, "coisa formada". Ectoplasmia designa o fenômeno; ectoplasma designa a substância.
Ectocoloplasmia: Termo que foi utilizado para definir a "modelagem" do ectoplasma para formar membros ou partes de pessoas, animais ou objetos.

Fantasmogênese:
A produção ectoplasmática de um fantasma de pessoa, animal ou coisa, pelo menos aparentemente inteiro.
Transfiguração: A transformação do próprio corpo do médium por meio do ectoplasma.

          EFEITOS FÍSICOS

MATERIALIZAÇÃO

É o fenômeno mediúnico no qual um espírito desencarnado ou qualquer objeto, não proveniente do mundo físico, torna-se visível e tangível. para que um espírito desencarnado consiga materializar o seu perispírito ou um objeto inexistente no mundo físico, ele tem que fazer uso do ectoplasma.

PNEUMATOGRAFIA
É a escrita direta do espírito, sem a necessidade de utilização das mão do médium. Terminologia utilizada por Allan Kardec para denominar esse fenômeno mediúnico.

PNEUMATOFONIA
Quando  os sons parecem surgir no ar, por vezes entre os que testemunham o fenômeno, que, quando se trata de palavras ou frases, é também chamado de voz direta.

LEVITAÇÃO
É o fenômeno em que, graças à AÇÃO DOS ESPÍRITOS, que se valem dos FLUIDOS de ENCARNADOS e DESENCARNADOS, LEVITAM, suspendem, elevam, total ou parcialmente coisas ou seres humanos ou mesmo animais. (JOÃO TEIXEIRA DE PAULA, in: “DICIONÁRIO DE ESPIRITISMO, METAPSÍQUICA E PARAPSICOLOGIA”).

TRANSPORTE
Deslocamento físico de objetos de outra região para outra. Ocorre por força de intensa combinação fluídica dos Espíritos e do médium.

CURA
A cura pela ação fluídica se dá pela ação da conjugação de fluidos agindo sobre o perispírito e refletindo no equilíbrio do corpo físico.

TRANSFIGURAÇÃO
Mudança do aspecto de um corpo vivo

AGENERE
É uma aparição em que o desencarnado se reveste de forma mais precisa, das aparências de um corpo sólido, a ponto de causar completa ilusão ao observador, que supõe ter diante de si um ser corpóreo.
FORMA-PENSAMENTO

(
"Evolução em dois mundos" Psicografado por Chico Xavier e Waldo Vieira Ditado pelo espírito André Luiz.)

São as idéias projetadas pela mente humana e materializadas no mundo espiritual, construções substanciais na esfera da alma que se mantêm pela força de sustentação de nossos pensamentos.
Considerando que toda e qualquer ação e todo e qualquer pensamento fica registrado na memória vital do espírito e no éter-cósmico, pode-se caracterizar as formas-pensamento como concretizações de pensamentos.
Por exemplo: um homem, num ambiente de trabalho, sente inveja de um colega por este se mostrar mais competente, mais esforçado , portanto, mais solicitado e admirado, a inveja do primeiro cria no éter cósmico uma forma-pensamento própria do sentimento. Essa forma-pensamento pode possuir forma específica, como a de uma faca, de um homem morto, ou pode possuir forma indefinida caracterizando apenas o sentimento pelo qual ela foi gerada.
A forma-pensamento pode se depositar no éter cósmico, ou pode colar-se ao indivíduo invejado, no caso do exemplo supracitado, causando-lhe prejuízos psíquicos e até físicos.  Está aí a explicação científica do famoso "mau-olhado", agouro direcionado a uma pessoa que efetivamente, na maioria dos casos logra prejuízos a outros.
Porém as formas-pensamento não se resumem a sentimentos baixos.
Elas podem se originar de sentimentos nobres como o amor ou a benevolência.
Por exemplo: uma mãe, amando profundamente seus filhos, ao assistir o progresso dos mesmos se enche de alegria e envia formas-pensamento benéficas à eles que podem se caracterizar por imagens alegres como um coração, um rosto sorrindo, ou por formas indefinidas mas de cores vivazes e alegres.

EFEITOS INTELECTUAIS

PSICOGRAFIA
É o movimento das mãos do médium, escrevendo sob a influência direta dos Espíritos, sem interferência da própria vontade. Agem como máquinas a transmitir do invisível para o mundo material.

PSICOFONIA
É o fenômeno mediúnico no qual um espírito se comunica através da voz de um médium

XENOGLOSSIA
É o fenômeno mediúnico no qual um espírito se comunica através da voz de um médium, em língua que o médium não domina, em seu estado normal.

VIDÊNCIA MEDIÚNICA
Possibilita a visualização das coisas e ambientes do mundo espiritual

AUDIÊNCIA MEDIÚNICA
Quando o médium é capaz de escutar a voz dos espíritos

INTUIÇÃO
Essa é uma faculdade mediúnica que todos nós, encarnados, possuímos. Com o conhecimento de sua existência, funcionamento, ou não. Resume-se como sendo a nossa capacidade de captar dos espíritos, sugestões benéficas ou não. Ficando ao nosso critério e responsabilidade, praticá-la ou não.

TRABALHANDO COM A MEDIUNIDADE

Herculano Pires, define-a da seguinte forma:  mediunidade é a faculdade humana, natural, pela qual se estabelecem as relações entre os homens e os Espíritos.
Os sintomas mais comuns da mediunidade em desarmonia, ou seja. Quando ainda desenvolvendo o seu potencial,  são: cérebro perturbado, sensação de peso na cabeça e nos ombros, irritação por qualquer motivo, inquietação, insônia, arrepios, sensação de cansaço geral, calor, falta de ânimo para o trabalho e profunda tristeza ou extrema alegria, sem razão aparente.
Inicialmente, faz-se necessário que o médium conheça os fundamentos da mediunidade, através do estudo dessa matéria, através das leituras e frequência nos trabalhos doutrinários. Seja nos Centros Espíritas ou na sua religião, espiritualista.
Cada médium emprega sua mediunidade de acordo com a sua vontade e a sua consciência. Sem, contudo, escapar da inevitável lei da reação a todos os nossos atos, e suas consequências
A mediunidade é considerada uma faca de dois gumes. Se por um lado é fonte de incontáveis alegrias, por ser uma forma de quitação de pesadas dívidas. Pode ser motivo de grandes quedas. Segundo relato de André Luiz, através de psicografia do médium, Francisco Cândido Xavier. Diz-nos que, infelizmente, apenas 1% dos médiuns que encarnam na Terra, conseguem retornar ao mundo espiritual, como vencedores. A maioria, ao retornarem após as suas jornadas terrestres, voltam acumulando mais dívidas para com as leis divinas. Por não terem, na Terra, conseguido utilizar a mediunidade como era esperado e, totalmente necessário.  Sendo uma oportunidade para o médium, de pagar pesadas dívidas, como já dissemos. E, geralmente, devido a nossa condição de pouca evolução espiritual e muitos débitos. A maioria dos médiuns pediu, suplicou, por essa encarnação dotada com esse dom.  Para, mais rapidamente, conseguir quitar uma quantidade avultada de dívidas que há no pretérito delituoso, de cada um de nós. Através da prática do bem e do amor. E que exige desse, disciplina, retidão de carácter e total comprometimento, para a utilização correta da mediunidade. Há, contudo, um grave e sério risco de nos médiuns imprevidentes e sem estrutura religiosa a lhes orientar. Em virem a aceitar serem pessoas especiais, no sentido de supervalorizarem as suas personalidades, pelo fato de serem dotados de uma mediunidade acima do convencional. Nascendo o orgulho e a vaidade. Que são duas ferramentas que prejudicam e complicam ainda mais, o quadro do espírito reencarnante. E que, inclusive, pode levá-lo a terríveis obsessões e mesmo a morte prematura. Pois, ao invés de se elevar, pagando dívidas através da prática correta da mediunidade. Ele, com o orgulho e vaidade. Consegue, sim, aumentar os seus débitos para com as Leis Divinas.
A mediunidade é aquilo que dela fizermos. Uma bênção para alívio da dor, uma fonte de esclarecimento a encarnados e desencarnados ou uma estrada de sofrimentos e maiores comprometimentos espirituais.

VER CONSIDERAÇÕES DO DR. RICARDO DI BERNARDI
2- ORIENTAÇÕES AOS MÉDIUNS

Costumes e tradições no Brasil em 1908

Um grande erro do ser humano é julgar os acontecimentos passados, com os padrões e costumes de sua época.
O que hoje é considerado erro, em verdade, sempre foi erro. Contudo, devido ao estágio evolutivo em que ocorre. As leis divinas, levando em conta os costumes e tradições vigentes. Pode julgá-lo de uma forma mais enérgica ou abrandada. Afinal, assim como não podemos, como orientadores de nossos filhos agir perante uma ação equivocada desses. Sem levar em conta a sua idade mental. A espiritualidade superiora também assim age conosco. Exemplificando essa linha de raciocínio. Nas famílias que cultuam o bom costume de combater o uso de palavrões. Os pais ao escutarem um de seus filhos em tenra idade falar. Devem agir diferentemente se isso ocorrer com outro filho, que já com os seus catorze ou quinze anos, igualmente assim proceder. Visto que, no primeiro caso. A criança pode estar dizendo sem nenhuma noção, até mesmo, do que está falando. Cópia, simplesmente, do que pode ter ouvido no colégio, em brincadeiras na rua, clubes ou em qualquer outro lugar. Até mesmo assistido em um programa televisivo. Já no caso do filho que, com maior idade mental, procede da mesma forma. A ação corretiva deve ser totalmente diferente. Pois é mais consciente de seus atos. Tem maior responsabilidade sobre eles.  E é dessa forma, que devemos analisar os acontecimentos históricos. Pois, somos nós mesmos que ao longo da história da humanidade. Igualamo-nos a essas crianças que, paulatinamente, encontra-se em evolução. E, por essa razão, o que antes eram até classificados como fruto de costumes e tradições de uma sociedade mais bárbara. E, portanto, as individualidades que assim procediam, devemos julgá-las com menor rigor. Do que se essas mesmas ações, hoje, fossem praticadas. Uma vez que, na atualidade, nossa sociedade já se encontra mais amadurecida. Nossos comentários sobre esse assunto, não se aplicam, apenas, na parte moral de nossa sociedade. Mas, como uma verdade, essa norma é plenamente aplicável em todos os demais setores. Como exemplo, no campo da administração. Como querer julgar os pensamentos e práticas dos primeiros administradores, que de uma forma mais apurada começaram a revolucionar a administração. Se julgarmos de conformidade com os conhecimentos atuais que temos. Conhecimentos, que não são novos. Mas, sim, adquiridos como uma somatória de todos os acontecimentos e estudos, que a humanidade ao longo dos tempos, foi adquirindo? Taylor, o pai da administração científica. Se julgado nos padrões atuais, sem as devidas considerações. Certamente será considerado um imbecil, como administrador. Mas, se nos reportarmos a sua época. Veremos que ele foi um gênio. Procurando ir ao foco desse assunto, nesse trabalho. A necessidade de julgarmos acontecimentos passados, de acordo com a época em que ocorreu. É totalmente necessário. Como último exemplo, agora no campo médico. Meu avô materno, ao trinta e seis anos morreu. Morreu de tuberculose. Isso há pouco mais de setenta anos atrás. Se não levasse em conta o grau evolutivo em que a medicina se encontrava, a sete décadas. Certamente, hoje, diríamos que foi um acontecimento de negligência médica e familiar. Da mesma forma que se os nossos filhos ou netos, em futuro próximo, não julgarem levando em conta o grau evolutivo de nossa medicina atual. As mortes que hoje ocorrem, devido a AIDS e a tantas outras, que AINDA não conhecem os seus métodos de cura.
Em mil novecentos e oito, no Brasil. Vivíamos em uma sociedade caótica.
Nossa economia baseava-se quase que exclusivamente no setor primário, comandada por uma forma administrativa totalmente rudimentar, para não corrermos o risco de, erradamente, dizer, inexistente. Onde a educação formal, acadêmica, era não cultuada entre as famílias e pouco valorizada pela sociedade.  Nessa época, mulher estudar era quase que proibido e uma afronta aos costumes vigentes. Afinal, ainda imperava a tradição e o costume de ver mulher para o casamento e procriação. Exclusivamente. E era tradição de nosso povo, considerado totalmente uma prática normal, que ao homem fosse dado o direito de ter casos fortuitos, fora de casa. Os meios de comunicação, dificílimos. Fazendo com que o que ocorria em uma parte do Brasil, levava tempo para que a outra parte viesse, a saber. Na política (administração da coisa pública) tínhamos quatro classes. 1- Os verdadeiros republicanos, desiludidos com os rumos que a república brasileira havia tomado. Pois, não era para ver a bagunça e total desordem que imperava, que eles verdadeiramente haviam lutado; 2- Os monarquistas que ainda sobravam vivos, deplorando o que presenciavam; 3- Uma imensa massa de nosso povo, amargando penúria, totalmente alheia do que verdadeiramente ocorria; 4- Os republicanos oportunistas e seus descendentes, que serviram a causa republicana como meio de atingir D. Pedro II. Que havia, através de sua filha, instituído no Brasil o fim da escravatura. Lhes retirado o trabalho escravo e, em muitos casos, levando-os a falência. 
Nessa época, no Brasil, assim como a própria administração empresarial, no mundo. Essa era orquestrada através de tradições. Ou seja, diziam: – Meus antepassados procediam dessa forma, que aprendi com meu pai. E, por consequência, assim vou fazer agora. E ensinar aos meus filhos a também fazer igual.
Em algumas regiões do Brasil, como no Estado de Santa Catarina. Haviam regiões, como as de Joinville, Blumenau e tantas outras. Que o costume era o de se utilizar, nas ruas e escolas, o dialeto germânico e outros em menor proporção. Quadro esse que só foi ser combatido, pelo governo federal. Quando já no ano de 1930, o Brasil entrou na 2ª Guerra Mundial. E a população calou-se. Pois, havia o perigo de um guarda passar e decretar a prisão a todos que estavam falando outra língua. E até aqueles que ao invés do alemão, falavam o polonês e outras. Pois havia o problema de se o guarda não estivesse habituado. E não sabendo diferenciar as línguas, levar todo mundo preso.
Nesse quadro monstruoso, fácil de identificar em nossa sociedade, todo o preconceito e racismo existente contra os negros e os silvícolas. Que apenas em 1888, os negros, conseguiram a sua merecida liberdade. Apesar de uma forma equivocada, mas que aqui não trataremos sobre esse assunto. Apenas diremos que, do ponto de vista espiritual, para os sofrimentos que tivemos e temos de passar. Foi correta a forma com que ocorreu. Contudo, em uma análise administrativa. Foi um erro. Pois a liberdade conseguida foi falha, visto que os retirou das algemas da escravatura, para lança-los para as algemas da miséria absoluta. Levando-os para as favelas, onde todos os tipos de privações conheceram.
Os costumes, a moda de nossa sociedade era a de procurarmos nos assemelhar, copiar, os europeus. França era tida como o centro do mundo, como até bem pouco tempo, infelizmente, tínhamos os EUA. E nessa concepção. O ser humano de origem branca era o centro do mundo. Cabendo o lugar de primitivos e totalmente desprezíveis aos negros e índios.
Não teriam oitenta, noventa anos completos. As personalidades que passaram por nossas existências, enriquecendo-nos com seus exemplos. Que apesar de guardarmos extremadas boas recordações delas. Ainda as escutamos falar em nossas lembranças: - "Menino faça a coisa direita. Faça um trabalho de branco!". Bem como as suas auto-modificações, ao longo do tempo. Pessoa que foram na Terra, exemplos vivos de bons religiosos e praticantes a toda prova. Muitas, em determinado momento de suas vidas, pararem, e chegarem a conclusão de que nunca mais deveriam utilizar essa ou aquela expressão. Por serem de cunho racista. Apesar de em seus cotidianos, não praticarem o racismo. Mas essas expressões, dizeres vinham com elas dês da meninice. Sendo até o momento de suas reflexões, extremamente normais. Naturais.
O quadro acima exposto, para nós, hoje. Assemelha-se a obra "Divina Comédia" de Dante Alighieri. Quando ele retratou o inferno. Ao mesmo tempo, serve-nos como alento. Pois, ao vermos o Brasil que vivemos. Acreditamos que se possa dizer que hoje, já estamos no purgatório de Dante. Lutando para a nossa felicidade, nos encontrar no tão sonhado céu. Parece inacreditável. Mas, o que hoje sofremos é muito pouco, em relação ao nosso pretérito recente.
Para darmos continuidade ao nosso trabalho, proposto nesse livro. Houve a necessidade da reflexão histórica, desse capítulo.

A IMPLANTAÇAO DA UMBANDA NO BRASIL

História da Umbanda - Caboclo das Sete Encruzilhadas

Zélio de Moraes, de viva voz (clique e ouça), nos conta a história da criação da Umbanda no Brasil.

Pesquisa: Lucilia Guimarães e Eder Longas Garcia
Veja fotos da visita a Tenda Nossa Senhora da Piedade

clip_image026Escrever sobre Umbanda sem citarmos Zélio Fernandino de Moraes é praticamente impossível. Ele, assim como Allan Kardec, foram os intermediários escolhidos pelos espíritos para divulgar a religião aos homens. Zélio Fernandino de Moraes nasceu no dia 10 de abril de 1891, no distrito de Neves, município de São Gonçalo - Rio de Janeiro. Aos dezessete anos, quando estava se preparando para servir as Forças Armadas através da Marinha, aconteceu um fato curioso: começou a falar em tom manso e com um sotaque diferente da sua região, parecendo um senhor com bastante idade.

A princípio, a família achou que houvesse algum distúrbio mental e o encaminhou ao seu tio, Dr. Epaminondas de Moraes, Diretor do Hospício de Vargem. Após alguns dias de observação e não encontrando os seus sintomas em nenhuma literatura médica, sugeriu à família que o encaminhassem a um padre para que fosse feito um ritual de exorcismo, pois desconfiava que seu sobrinho estivesse possuído pelo demônio. Procuraram, então, também um padre da família que após fazer ritual de exorcismo não conseguiu nenhum resultado.

Tempos depois Zélio foi acometido por uma estranha paralisia, para o qual os médicos não conseguiram encontrar a cura. Passado algum tempo, num ato surpreendente Zélio ergueu-se do seu leito e declarou: "Amanhã estarei curado". No dia seguinte começou a andar como se nada tivesse acontecido. Nenhum médico soube explicar como se deu a sua recuperação. Sua mãe, D. Leonor de Moraes, levou Zélio a uma curandeira chamada D. Cândida, figura conhecida na região onde morava e que incorporava o espírito de um preto velho chamado Tio Antônio.

Tio Antônio recebeu o rapaz e fazendo as suas rezas lhe disse que possuía o fenômeno da mediunidade e deveria trabalhar com a caridade. O Pai de Zélio de Moraes, Sr. Joaquim Fernandino Costa, apesar de não freqüentar nenhum centro espírita , já era um adepto do espiritismo, praticante do hábito da leitura de literatura espírita . No dia 15 de novembro de 1908, por sugestão de um amigo de seu pai, Zélio foi levado a Federação Espírita de Niterói. Chegando na Federação e  convidados por José de Souza, dirigente daquela Instituição, sentaram-se à mesa. Logo em seguida, contrariando as normas do culto realizado, Zélio levantou-se e disse que ali faltava uma flor. Foi até o jardim apanhou uma rosa branca e colocou-a no centro da mesa onde realizava-se o trabalho.

Tendo-se iniciado uma estranha confusão no local, ele incorporou um espírito e simultaneamente diversos médiuns presentes apresentaram incorporações de caboclos e pretos velhos. Advertidos pelo dirigente do trabalho, a entidade incorporada no rapaz perguntou:

" Por que repelem a presença dos citados espíritos, se nem sequer se dignaram a ouvir suas mensagens? Seria por causa de suas origens sociais e da cor?"

Após um vidente ver a luz que o espírito irradiava perguntou:

" Por que o irmão fala nestes termos, pretendendo que a direção aceite a manifestação de espíritos que, pelo grau de cultura que tiveram quando encarnados, são claramente atrasados? Por que fala deste modo, se estou vendo que me dirijo neste momento a um jesuíta e a sua veste branca reflete uma aura de luz? E qual o seu nome meu irmão?"

Ele responde:

Se julgam atrasados os espíritos de pretos e índios, devo dizer que amanhã estarei na casa deste aparelho, para dar início a um culto em que estes pretos e índios poderão dar sua mensagem e, assim, cumprir a missão que o plano espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados. E se querem saber meu nome que seja este: Caboclo das Sete Encruzilhadas, porque não haverá caminhos fechados para mim."

O vidente ainda pergunta:

" Julga o irmão que alguém irá assistir a seu culto?"

Novamente ele responde;

Colocarei uma condessa em cada colina que atuará como porta-voz, anunciando o culto que amanhã iniciarei."

Depois de algum tempo todos ficaram sabendo que o jesuíta que o médium verificou pelos resquícios de sua veste no espírito, em sua última encarnação foi o Padre Gabriel Malagrida.

No dia 16 de novembro de 1908, na rua Floriano Peixoto, 30 · Neves · São Gonçalo · RJ, aproximando-se das 20:00 horas, estavam presentes os membros da Federação Espírita , parentes, amigos e vizinhos e do lado de fora uma multidão de desconhecidos. Pontualmente às 20:00 horas o Caboclo das Sete Encruzilhadas desceu e usando as seguintes palavras iniciou o culto:

Aqui inicia-se um novo culto em que os espíritos de pretos velhos africanos, que haviam sido escravos e que desencarnaram não encontram campo de ação nos remanescentes das seitas negras, já deturpadas e dirigidas quase que exclusivamente para os trabalhos de feitiçaria, e os índios nativos da nossa terra, poderão trabalhar em benefícios dos seus irmãos encarnados, qualquer que seja a cor, raça, credo ou posição social. A prática da caridade no sentido do amor fraterno será a característica principal deste culto, que tem base no Evangelho de Jesus e como mestre supremo Cristo".

Após estabelecer as normas que seriam utilizadas no culto e com sessões diárias das 20:00 às 22:00 horas, determinou que os participantes deveriam estar vestidos de branco e o atendimento a todos seria gratuito. Disse também que estava nascendo uma nova religião e que chamaria Umbanda. O grupo que acabara de ser fundado recebeu o nome de Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade e o Caboclo das Sete Encruzilhadas disse as seguintes palavras:

Assim como Maria acolhe em seus braços o filho, a tenda acolherá aos que a ela recorrerem as horas de aflição; todas as entidades serão ouvidas, e nós aprenderemos com aqueles espíritos que souberem mais e ensinaremos aqueles que souberem menos e a nenhum viraremos as costas e nem diremos não, pois esta é a vontade do Pai".

Ainda respondeu perguntas de sacerdotes que ali se encontravam em latim e alemão. Caboclo foi atender um paralítico, fazendo este ficar curado. Passou a atender outras pessoas que havia neste local, praticando suas curas. Nesse mesmo dia incorporou um preto velho chamado Pai Antônio, aquele que, com fala mansa, foi confundido como loucura de seu aparelho e com palavras de muita sabedoria e humildade e com timidez aparente, recusava-se a sentar-se junto com os presentes à mesa dizendo as seguintes palavras: "- Nêgo num senta não meu sinhô, nêgo fica aqui mesmo. Isso é coisa de sinhô branco e nêgo deve arrespeitá". Após insistência dos presentes fala:

Num carece preocupá não. Nêgo fica no toco que é lugá di nêgo".

Assim, continuou dizendo outras palavras representando a sua humildade. Uma pessoa na reunião pergunta se ele sentia falta de alguma coisa que tinha deixado na terra e ele responde:

Minha caximba, nêgo qué o pito que deixou no toco. Manda mureque buscá".

Tal afirmativa deixou os presentes perplexos, os quais estavam presenciando a solicitação do primeiro elemento de trabalho para esta religião. Foi Pai Antonio também a primeira entidade a solicitar uma guia, até hoje usadas pelos membros da Tenda e carinhosamente chamada de"Guia de Pai Antonio".

No outro dia formou-se verdadeira romaria em frente a casa da família Moraes. Cegos, paralíticos e médiuns que eram dado como loucos foram curados. A partir destes fatos fundou-se a Corrente Astral de Umbanda. Após algum tempo manifestou-se um espírito com o nome de Orixá Malé, este responsável por desmanchar trabalhos de baixa magia, espírito que, quando em demanda era agitado e sábio destruindo as energias maléficas dos que lhe procuravam.

Dez anos depois, em 1918, o Caboclo das Sete Encruzilhadas, recebendo ordens do astral, fundou sete tendas para a propagação da Umbanda, sendo elas as seguintes:

· Tenda Espírita Nossa Senhora da Guia

· Tenda Espírita Nossa Senhora da Conceição

· Tenda Espírita Santa Bárbara

· Tenda Espírita São Pedro

· Tenda Espírita Oxalá

· Tenda Espírita São Jorge

· Tenda Espírita São Jerônimo

O Cristianismo abre seus braços a todas as raças

Foi de extrema importância o movimento apresentado na Terra, pelo espírito de Padre Gabriel Malagrida através do médium e fundador da Umbanda. Sr. Zélio Fernandino de Moraes. Que após ser reconhecido por um médium vidente, como jesuíta.  Intitulou-se como Caboclo das Sete Encruzilhadas.  Sem uma visão histórica, a importância desse acontecimento perde grande parte de seu significado.
Como exposto no capítulo: "Costumes e tradições no Brasil em 1908 ". Nosso povo  encontrava-se totalmente com os conceitos e tradições do Brasil escravocrata. Sem alteração alguma. Se, nessa data, já tinha vinte anos em que não mais se podia botar os negros nas senzalas ou surra-los. Isso não queria dizer, em hipótese alguma. Que houvesse ocorrido alguma mudança nos conceitos da população. Referente a falsa superioridade do branco sobre o negro. Igualmente, sobre o branco, em relação aos indígenas.

A forma, para a época, afrontosa para os costumes vigentes, com que tudo ocorreu. Certamente, foi efetuada, para gerar impacto, perante a sociedade.
Através da Umbanda, o Cristianismo veio naquela época estremecer os nossos costumes e tradições seculares. Informando a todos e colocando em prática, que dentro do Cristianismo, todos são úteis e iguais. Mas, ao mesmo tempo, na parte moral e religiosa. Como não podia ser diferente, manteve os fundamentos morais dos ensinamentos Espíritas. (Aqui não nos aprofundaremos nesse assunto, deixando-o mais a frente)


Coincidências sobre a ação da população para com a Umbanda e para com o Espiritismo.

O texto abaixo, em verdade, foi um correio eletrônico enviado ao orientador do Terreiro do Pai Maneco. Onde eu expus pareceres que hora se fazem úteis.

Ainda fazendo parte da assistência, em especial nos trabalhos de sexta. Por algumas vezes fiquei impressionado quando através de Sr. ª Rita (coordenadora dos trabalhos de sexta-feira) ou mesmo do senhor e outros. Ouvi falar sobre a falta de respeito da população, para com a Umbanda, em pleno iniciar do Séc. XXI. E através de pesquisas, bem como relembrando comentários familiares. Comecei a conseguir traçar uma linha de semelhanças extremamente curiosa. Em especial, os exemplos ocorridos no Espiritismo que obtive, são datados em 1895. E as ações contra a Umbanda, que os senhores falavam. Estavam e estão ocorrendo, nos dias atuais.
O exemplo de dificuldades que trago da implantação do Espiritismo no Brasil, em especial no Estado de Santa Catarina. Vem da cidade de São Francisco do Sul, no ano acima especificado. Quando da abertura do Centro Espírita Caridade de Jesus. Que foi inaugurado em ampla sala da residência do então, Mestre Quincas (professor Joaquim Antônio S. Thiago). Que se tornou Espírita, quando no domingo, ao ir ao culto na matriz da Igreja Católica dessa cidade. Sua filha mal entrou na igreja e começou a pular e, somente parou, quando entrou de volta em sua casa. Ela tinha próximo de quinze anos. Esse acontecimento foi um fato de muito escândalo, para a rigidez e costumes da época.
Mestre Quincas estudou ao longo daquela semana, o que havia ocorrido com Mariquinha. (O nome de sua filha)  E ao final de suas análises nos livros Espíritas, detectou que o que ocorreu com ela, havia sido um fenômeno mediúnico. Que através de livros de Allan Kardec, que seus amigos haviam lhe emprestado para consultar, se enquadrava como fenômeno mediúnico.
No outro final de semana, quando seus outros amigos o viram na janela de sua casa, em horário que antecedia o culto na igreja. Perguntaram se ele não iria a missa. Sendo a sua resposta um susto para todos. Pois, abertamente, o Mestre Quincas falou que não iria, visto ele e sua família havia se tornado Espírita.
Pouco tempo após, um movimento de abertura do primeiro Centro Espírita em Santa Catarina começou. E por não haver espaço físico para a sua abertura, foi que o Mestre Quincas cedeu para a abertura desse centro religioso, a sua própria sala. Que, na atualidade, suas proporções seriam consideradas amplo salão. No dia da inauguração a sala estava composta por um público expressivo. Quando uma pedra foi arremessada contra uma de suas vidraças. (Em reação a abertura de um Centro Espírita. Em uma região de colonização tipicamente portuguesa. E, portanto, católica. Assim como todo o belo litoral catarinense) Entrando pelo ambiente e caindo, literalmente, ao lado de um berço, onde uma criança recém-nascida estava.
No ano de 1976, já com idade muito avançada. Morre em São Francisco do Sul a presidente desse Centro Espírita. E, apesar de no Espiritismo não se cultuar (mas também não proibir) a compra de lápide, terreno no cemitério,  para os mortos. Sua família não iria efetuar a compra de nada disso. Mas a Prefeitura dessa cidade, em nome do povo Francisquense. Doa a  Mariquinha o terreno e uma lápide para o seu enterro. Como reconhecimento dos trabalhos sociais que o Espiritismo, representado pelo Centro Espírita Caridade de Jesus, havia e continuava prestando a toda a comunidade.

O princípio básico para essa falta de respeito acima exposta, foi no Espiritismo. E é causado hoje na Umbanda. Pela falta de informação que a nossa sociedade tem. Bem como, e, principalmente, por desconhecer as suas ações benéficas. No caso de São Francisco do Sul, ao longo da história do C.E. Caridade de Jesus. O povo foi reconhecendo as suas ações sociais através de ações em nome do Centro e pelo comportamento, em sociedade, dos espíritas. O que na época era observável em uma cidade de menos de trinta mil habitantes.  E, com isso, ao longo desse tempo o Espiritismo foi ganhando, ao menos,  respeito de todos, simpatizantes e alguns novos espíritas.
Nota: Pela falta de informações CORRETAS e pelo número de informações ERRADAS, sobre a Umbanda. Somos forçados a reconhecer que estamos, ainda, em seu princípio. Pois a maturidade de uma religião, perante uma sociedade. Não pode ser quantificado pelos anos em que essa religião existe. Mas, no quanto que essa sociedade conhece sobre a religião. O que é totalmente diferente de fazer parte da mesma. Pois, somente é possível respeitar o que se conhece.

Os conhecimentos do Cristianismo, ampliados através do Espiritismo.

Através de Kardec, todos os espiritistas sabem que não é o Espiritismo, uma religião estática.  Pois, de conformidade com a evolução da humanidade. E, através da sábia permissão do mundo espiritual. Nossos coordenadores. Os conhecimentos trazidos através do Espiritismo irão se ampliar. O que a faz uma religião perene. Visto estar aberta para a evolução, apesar de não trazer para nós, nada de novo. Pois, tudo que nos é deixado conhecer e que até a poucos momentos não sabíamos. Nós não sabíamos devido ao grau evolutivo ao qual pertencíamos, mas, são realidades que sempre existiram. Pois, até então, não tínhamos condições de compreender.
Pelo médium mineiro, Francisco Cândido Xavier. Que no uso de suas faculdades mediúnicas, o espírito de André Luiz repassou ensinamentos nessa coleção de livros. Contendo informações que até então desconhecíamos. Gerando no próprio seio da comunidade Espírita, inicialmente, grande reação. Isso, a partir da década de 60, do século XX. Chegando ao ponto de alguns poucos dizerem que o Chico estava obsedado. A maioria, mais escrupulosamente rebateu em defesa do médium. Apesar de não esconderem o espanto pelas informações contidas. Todos debatiam, fervorosamente, as novidades contidas, em especial, no livro "Nosso Lar". Todos esses livros foram publicados pela Federação Espírita Brasileira. Que é, sem dúvida alguma, uma entidade Espírita da maior credibilidade. E toda essa reação, por parte dos leitores, não era de se estranhar. Afinal, até aquele momento, não sabíamos como, efetivamente, se constituía o mundo dos espíritos. Muitos de nós havíamos saído de famílias até então católicas e de outras religiões, que de uma forma ou outra pregam até hoje a existência do céu, purgatório e inferno. Sem muitas explicações palpáveis sobre o assunto. Mas, através das obras de Francisco Cândido Xavier. O Espiritismo trouxe ao nosso conhecimento, como em verdade os espíritos vivem e se organizam. Materializando a forma com que os espíritos vivem no mundo espiritual. Segundo comentários de muitos.
Aqui efetuaremos pequenos e muito superficiais comentários. Que em nada diminuirá ao leitor desse trabalho a importância de ler e compreender os livros que André Luiz, através da psicografia de Francisco Cândido Xavier, nos deixou como material informativo.
Hoje, com o crescente aumento da popularidade de assuntos espiritualistas, perante a nossa sociedade. Novelas e filmes estão sendo elaborados, baseando-se nas informações contidas nesses livros.

Sobre as cidades espirituais

As nossas cidades na Terra, representam um rascunho imperfeito delas Apenas como exemplificação. Aos que conhecem a cidade de Curitiba atual ou qualquer outra cidade considerada por sua atual beleza e praticidade. Procure comparar essa cidade, atualmente, com ela mesma. Só que há trezentos anos atrás. Com toda a certeza há uma significativa diferença.
Nas cidades espirituais, onde os padrões vibratórios de seus habitantes começam a serem considerados, aceitáveis. Todos os sistemas de urbanidade são extremamente evoluídos. Ao ponto de nós, como espíritos que procuram a sua evolução. Através dos mecanismos da reencarnação. Periodicamente, aqui na Terra, procuramos trazer de uma forma imprecisa as idéias, equipamentos, do que lá já existe. Nos é impossível conseguirmos, ainda, implantar na Terra um réplica perfeita do que lá encontramos. Mas, através de muito esforço e persistência, conseguimos trazer para cá um esboço muito imperfeito do que lá existe.
Mas, antes que uma idéia errônea deixe ficar. Não pensemos que no mundo espiritual, haja, apenas, agrupamentos espirituais na forma de cidades, como as conhecemos. Há, sim, existência de agrupamentos indígenas, entre outros. E, com total certeza, não um assim como não há uma única cidade. Pois todos esses agrupamentos espirituais, que compõem as cidades, tribos e tantas outras designações, são regidos pelo padrão vibratório.
Padrão Vibratório – Nesse ponto, em nada temos, na Terra, comparável. Pois, no mundo dos espíritos, o que condiciona a um espírito poder ou não estar nessa ou naquela região espiritual é o seu padrão vibratório. E esse nada mais é do que o resultado do que cada espírito é, na atualidade. Ou seja. Ao espírito recém chegado da Terra, que durante a sua vida procurou agir, pensar e sentir, de uma forma correta. Pautando a sua vida, no amor e respeito ao próximo. O seu padrão vibratório é de boa qualidade. Com isso, naturalmente, ele será levado a uma região espiritual em que o seu padrão vibratório seja condizente com aquela população de espíritos, que lá já se encontram.
Nota: Não existe uma região espiritual para um único padrão vibratório. Mas, sim, nessas regiões há uma tolerância entre um patamar mínimo e máximo de padrões vibratórios. Abaixo ou acima dessa escala. O espírito é naturalmente conduzido para regiões inferiores ou superiores. Lembrando aqui a existência de muitas regiões inferiores e inúmeras regiões superiores.
André Luiz também aborda sobre o assunto, falando-nos sobre o peso específico de cada espírito. E que nos é mais fácil de compreender. Pois, segundo narra, todos nós temos o nosso peso específico, que é o resultado da somatória de todas as nossas falhas e, nossas qualidades. Quando desencarnamos, através do nosso peso específico, conseguimos chegar nas regiões evoluídas. Que são muitas e diversas. Ou somos atraídos para as zonas inferiores. As denominadas regiões umbralinas ou até piores. Onde outros espíritos com padrões evolutivos parecidos aos nossos, já se encontram.  Sendo, contudo, dado a todos os espíritos o direito e o dever de procurar evoluir. Ou seja, procurar fazer com que o seu padrão vibratório evolua, dando-lhe plenas condições de sair das zonas espirituais inferiores. Onde todas as mazelas que possamos imaginar, lá existem. Para as regiões espirituais mais evoluídas (como já dissemos, que são inúmeras) onde o bem e o belo imperam.

A manifestação dos espíritos característicos da Umbanda e do Espiritismo,  em ambas religiões

Essa definição que dá o título desse capítulo, para o presente trabalho é adotado, apenas, para que o leitor entenda. Não sendo nossa consideração dessa forma, em fazer distinções.

As guerras religiosas que tivemos e temos, são práticas dos falíveis seres humanos, maus religiosos que em todos os tempos assumiram e assumem, graças as suas potencialidades intelectuais e carisma, a liderança de grupos religiosos. Mas, se isso é uma realidade. Também não podemos desconhecer que o bem, mesmo de forma lenta, mas progressiva. Como o Sol após as destruições das chuvas e ventos, recompõe a natureza. Restabelece a ordem.
Na atualidade, vemos um movimento de coordenação espiritual. Apesar das inúmeras resistências humanas tentarem barrar. Homogeneizando os trabalhos no Espiritismo e na Umbanda. Pois, dentro de diversos núcleos Espíritas, observamos as falanges espirituais de negros e índios, se incorporando nos trabalhos mediúnicos e sendo bem aceitos por todos. Como o exemplo que vem ocorrendo em importantes Centros Espíritas dos Estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e diversas regiões dessa nação continente. A ponto dos estudos realizados pelo  ICEF, que vem a ser um centro de estudos mantido pela Federação Espírita Catarinense, via Internet, do Espiritismo. Abertamente expor que nas reuniões de desobsessão, em Centro Espírita em Florianópolis. Há trabalhos em que os coordenadores encarnados dessas reuniões, solicitam a participação dos índios, para determinados tipos de ações. E que são extremamente úteis e importantes para os resultados benéficos. E que em vários Centros Espíritas, a presença dos Preto-Velhos, já é uma realidade. E que todos são, igualmente, úteis aos trabalhos que ali se propõem a fazer.  Cabe aqui, finalizando essa constatação. Ressaltar acontecimento da mais alta importância. E que em alguns Centros (Terreiros e Tendas) da Umbanda. Já há a orientação aos seus médiuns de poderem nos atendimentos aos consulentes. Manifestar os pensamentos de entidades espirituais, que na Terra, foram pessoas queridas a esses.
O movimento, não unificador das religiões. Pois cada religião continua mantendo as suas características.  Processo esse, que visa ai sim, aproximar os trabalhos dos Espíritas e Umbandistas, em prol de nossa própria sociedade. E essa, em prol do mundo inteiro. Mantendo, contudo, em cada casa religiosa os seus costumes e tradições característicos.
A nós, umbandistas e espíritas cabe o importante papel de gerarmos o exemplo para o mundo de respeito, união e verdadeira fraternidade. Que ainda, infelizmente, observamos os maus religiosos causando guerras das mais variadas proporções, em nome das religiões que professam. Não sendo em hipótese alguma, falha das suas religiões. Mas, sim, unicamente culpa de seus religiosos.
Nós que temos uma maior capacidade de analisar os acontecimentos, não desconhecemos que todas as religiões tem a sua importância para a sociedade mundial. Uma vez que sabemos que são múltiplas as faixas evolutivas dos espíritos que encarnam em nosso planeta. E, exatamente por essa razão. Há necessidade de haver, igualmente, várias religiões. Como há, em nossos centros estudantis, várias séries. Cada qual, para uma classe específica de alunos. Respeitando, assim, e colaborando para cada grupo de alunos. Com os seus atuais conhecimentos. Favorecendo para que de forma, paulatinamente, todos nós possamos evoluir e termos condições. Se não nessa existência, mas em próximas. galgarmos para uma série mais avançada.
O Cristianismo é o mesmo. O que há, em verdade. Assim como as árvores que não possuem galhos em uma só altura. Mas, sim, em diversos pontos de seu tronco. Também ocorre com o Cristianismo. Que atendendo a diversidade de espíritos aqui existentes. Lança diversos galhos de sustentação a todos nós. Adequando a amplitude de visão, aos nossos potenciais que refletem a nossa evolução espiritual ou maturidade espiritual. Razão de nós que já conseguimos vislumbrar algo a mais do que os demais, devemos ter paciência e tolerância para os que nos hostilizam. Pois, apenas dessa forma, estaremos praticando, verdadeiramente, a doutrina que abraçamos.

Essa evolução que está ocorrendo nos centros religiosos de ambas religiões, não é, senão, consequência direta da evolução de nós, religiosos. Não é em hipótese alguma uma evolução ou modificação das religiões.

Se no passado houve resistência, não mais essa resistência ocorre dessa mesma forma,  devido ao grau evolutivo do ser humano que alcançamos. E que nesse trabalho abordamos no capítulo: "Costumes e tradições no Brasil em 1908". Há, contudo, aqueles que irão discordar do que aqui é exposto, dizendo: – Não concordo, pois, aquele que se intitula de preto velho ou índio, quando se comunicam nos Centros Espíritas. Não procedem, não agem, da mesma forma que fazem nos Terreiros e Tendas de Umbanda. Mas, para essa análise, que é verdadeira. Temos resposta. Afinal, nós brasileiros quando vamos em casa de outros brasileiros, mas que cultuam as tradições orientais de retirar os calçados antes de entrar em casa. Nós, por uma questão de educação, também não fazemos isso?  Ora, pois. Se nós temos essa capacidade, como deixarmos de esperar que esses espíritos assim procedam?  Assim, mais que totalmente normal observarmos esses espíritos agindo de conformidade e uso da casa onde eles se encontram.

Em hipótese alguma devemos considerar o que acima foi tratado, como algo que está ocorrendo ferindo os princípios Espíritas ou Umbandistas. Pois, em ambas as religiões há princípios que não podem ser descumpridos, em hipótese alguma. E essa evolução que os religiosos estão praticando, na atualidade. Não ferem esses princípios. Tanto no Espiritismo, quanto na Umbanda, são inaceitáveis que os trabalhos sejam cobrados, que se utilizem a morte de animais. E outras práticas abomináveis. Mas, em nenhuma das duas religiões há a conteúdo que se proíba a liberdade de comunicação e a prática do bem. Pelo contrário! Ambas utilizam, trocando-se apenas os termos. A máxima: Fora da caridade não há salvação


A evolução inacreditável do Cristianismo

Apenas quem não quer ver, não vê. Observando esse breve histórico, de aproximadamente 1500 anos. A humanidade saiu da idade da pedra, onde se tentava retirar-nos a divulgação, o conhecimento da reencarnação. Para o conhecimento de como vivemos, quando no mundo dos espíritos estamos. Mas, reforçando mais uma vez a questão. Notemos que isso não se deu, graças a evolução do Cristianismo. Pois, essas realidades sempre existiram. Somos nós que lentamente, através de algum esforço pessoal e muita dedicação de nossos orientadores espirituais. Conseguimos evoluir, ao ponto de podermos compreender essas verdades. E através desse conhecimento, sabemos hoje os nossos destinos, enquanto espíritos imortais. E as nossas responsabilidades, perante o nosso Pai, em nos tornar cada vez melhores. E, com as bênçãos de Deus, merecedores quando no mundo dos espíritos lá voltarmos. Podermos estar em regiões aprazíveis, onde o bem domina a todos e todos trabalham pelo bem. Tudo depende, exclusivamente, do esforço de cada um procurar seguir os mandamentos de nosso Divino Mestre, Jesus!

Comentários de Bezerra de Menezes, através do médium, Divaldo Pereira Franco.

Felizmente, vivemos em uma época em que a informação corre no tempo de um piscar de olhos, cinco vezes em volta de nosso planeta, através da Internet. E, utilizando desse mecanismo, recebemos do Centro Espírita Caminhos de Luz-Pedreira-SP-Brasil. Comunicação, através do médium e orador Espírita, Divaldo Pereira Franco, do Espírito de Bezerra de Menezes.
Além de sua mensagem magnífica e que deve ser analisada e sentida por todos nós, deparamo-nos também com a confirmação de que o propósito da primeira parte desse humilde trabalho está certo e validado pelos nossos orientadores espirituais.

“ Seus emissários, de Krishna a Bahá’u’lláh, de Moisés a Allan Kardec, de Buda aos peregrinos da não violência, de Maomé aos pacificadores muçulmanos, todos esses, ministros de Jesus, preparam-lhe, através dos milênios, o caminho para que através do Consolador – mesmo sem mudanças de diretrizes filosóficas ou religiosas – predomine o amor.
Sejam celebradas e vividas a crença em Deus, na imortalidade, nas vidas ou existências sucessivas, fazendo que as criaturas deem-se as mãos construindo o mundo de regeneração e de paz pelo qual todos anelamos...”

NOVAS RESPONSABILIDADES

Filhos da alma: que Jesus nos abençoe.
O século XXI continua guindado à mais alta tecnologia desbravando os infindáveis horizontes da ciência.
Antigos mistérios do conhecimento são desvelados. Enigmas, que permaneciam incompreensíveis, são decifrados e o materialismo sorri zombeteiro das mensagens sublimes do amor.
Paradoxalmente, os avanços respeitáveis dessas áreas do intelecto não lograram modificar as ocorrências traumáticas que têm lugar no orbe, na atualidade. No auge das conquistas das inteligências, permanecem as convulsões sociais unidas às convulsões planetárias no momento da grande transição que passa a Terra amada por todos nós.
De um momento para outro, uma erupção vulcânica arrebenta as camadas que ocultam o magma, e as cinzas – atiradas acima de 10 mil metros da superfície terrestre – modificam toda a paisagem européia ameaçando as comunicações, a movimentação, enquanto se pensa em outras e contínuas erupções que podem vir assinaladas por gases venenosos ou por lava incandescente... Fenômenos de tal monta podem ser detectados, mas não impedidos, demonstrando que a vacuidade da inteligência não pode ultrapassar a sabedoria das leis cósmicas estabelecidas por Deus.
E Gaia – a grande mãe planetária-estorcia, enquanto na sua superfície a violência irrompe em catadupas, ameaçando a estabilidade da civilização: política, econômica, social e, sobretudo, moral, caracterizando estes como os dias das antigas Sodoma e Gomorra das anotações bíblicas...
Poder-se-ia acreditar que o caos seria a conclusão final inevitável, entretanto, a barca terrestre que singra os horizontes imensos do cosmo não se encontra à ........ (complete)

Jesus está no leme e os Seus arquitetos divinos comandam os movimentos que lhe produzem alteração da massa geológica, enquanto se operam as transformações morais.
Iniciada a era nova, surge, neste mesmo século XXI, o período prenunciador da paz, da fé religiosa, da arte e da beleza, do bem e do dever. Assinalando esse período de transformação estamos convidados, encarnados e desencarnados, a contribuir em favor do progresso que nos chega de forma complexa, porém bem direcionada.
Avancemos com as hostes do Consolador na direção do porto do mundo de regeneração. Sejam os nossos atos assinalados pelos prepostos de Jesus, de tal forma que se definam as diretrizes comportamentais.... E que todos possam identificar-nos pela maneira como enfrentaremos dissabores e angústias, testemunhos e holocaustos, à semelhança dos cristãos primitivos que viveram, guardadas as proporções, período equivalente, instaurando na Terra o Evangelho libertador, desfigurado nos últimos dezessete séculos, enquanto, com Allan Kardec, surgiu o Consolador trazendo-nos Jesus de volta.
É compreensível, portanto, que os Espíritos comprometidos com o passado delituoso tentem implantar a desordem, estabelecer o desequilíbrio das emoções para que pontifique o mal, na versão mitológica da perturbação demoníaca. Em nome da luz inapagável daqueles momentosos dias da Galileia, particularmente durante a sinfonia incomparável das bem-aventuranças, demonstremos que a nossa é a força do amor e as nossas reflexões no mundo íntimo trabalham pela nossa iluminação.
Nos dias atuais, como no passado, amar é ver Deus em nosso próximo; meditar é encontrar Deus em nosso mundo íntimo, a fim de espargir-se a caridade na direção de todas as criaturas humanas.
Trabalhar, portanto, o mundo íntimo, não temer quaisquer ameaças de natureza calamitosa através das grandes destruições que fazem parte do progresso e da renovação, ou aquelas de dimensão não menos significativa na intimidade doméstica, nos conflitos do sentimento, demonstrando que a luz do Cristo brilha em nós e conduz-nos com segurança.
A Eurásia, cansada de tantas guerras, de destruição, da cegueira materialista, dos contínuos holocaustos de raças e de etnias, de governos arbitrários e perversos, clama por Jesus, como o mundo todo necessita de Jesus. Seus emissários, de Krishna a Bahá’u’lláh, de Moisés a Allan Kardec, de Buda aos peregrinos da não violência, de Maomé aos pacificadores muçulmanos, todos esses, ministros de Jesus, preparam-lhe, através dos milênios, o caminho para que através do Consolador – mesmo sem mudanças de diretrizes filosóficas ou religiosas – predomine o amor.
Sejam celebradas e vividas a crença em Deus, na imortalidade, nas vidas ou existências sucessivas, fazendo que as criaturas deem-se as mãos construindo o mundo de regeneração e de paz pelo qual todos anelamos...
Jesus, meus filhos, ontem, hoje e amanhã, é a nossa bússola, é o nosso porto, é a nave que nos conduz com segurança à plenitude. Porfiai no bem a qualquer preço. Uma existência corporal, por mais larga, é sempre muito breve no relógio da imortalidade. Semeai, portanto, hoje o amor, redimindo-vos dos equívocos de ontem com segurança, agora, na certeza de que estes são os sublimes dias da grande mudança para melhor.
Ainda verteremos muito pranto, ouviremos muitas profecias alarmantes, mas a Terra sairá desse processo de transformação mais feliz, mais depurada, com seus filhos ditosos rumando para mundo superior na escalada evolutiva. Saudamo-vos a todos os companheiros dos diversos países aqui reunidos, e em nome dos Espíritos que fazem parte da equipe do Consolador, exoramos ao Mestre inolvidável que prossiga abençoando-nos com Sua paz, na certeza de que com Ele – o amor não amado – venceremos todos os obstáculos.
Muita paz, filhos da alma e que Jesus permaneça conosco.
São os votos do servidor paternal e humílimo de sempre, pelo Espírito Bezerra de Menezes

Mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco, na manhã de 09 de maio de 2010, no Encontro do

Conselho Espírita Internacional, reunido em Varsóvia, Polônia.

Conclusão da primeira parte

Nessa primeira parte do trabalho a que nos propomos. Conseguiu-se efetuar uma breve análise histórica da evolução do Cristianismo, de sua formação inicial, na Igreja Católica Apostólica Romana, até os dias atuais.
Nessa conclusão, há de se fazer levantar um assunto, que vem ser a efemeridade, fruto de nosso grau de inferioridade e ignorância, que nos encontramos. Ao ver falsos religiosos brigando com outros religiosos. Ou seja, pessoas que em nome de suas convicções religiosas, sentem-se obrigadas a guerrearem irmãos outros, apenas por suas convicções religiosas, não serem as mesmas. E quando aqui se expõem que são falsos religiosos é pelo fato, independente a qual religião pertença uma pessoa. Essa pessoa, se seguidora fiel dos princípios que comunga. Jamais, em tempo algum, levantaria sua mão contra quem quer que fosse. Afinal, o Cristianismo é a síntese do amor, do bem e do belo. Seja em suas primeiras manifestações, nas mais rudimentares religiões. Seja, nas mais elevadas.
Nota: Elevadas,  exclusivamente, sobre o ponto de vista das lições e informações que passa para os seus seguidores.
Por fim, levar a uma segunda reflexão, que vem a ser a efemeridade de se intitular, Espírita ou qualquer outra religião. Pois, como podemos aqui apresentar. As religiões nada mais são do que galhos de um mesmo tronco. Tronco esse, único, que é o Cristianismo. Que não podendo ser diferente, repetimos aqui, graças a quantidade das diversidades de grau de evolução dos espíritos que na Terra encarnam. Tem, para cada grau de evolução, uma série específica. Onde, ali, serão ministradas as matérias, de acordo com o grau possível de compreensão daquele espírito. Nem mais, nem menos. Então, para cada classe de evolução, sabiamente, o Cristianismo lança em seu tronco um galho. Onde daquela altura, os encarnados que ali se agruparem, terão uma capacidade de visão, proporcional as suas potencialidades de compreensão.
Ratificando ainda mais o exposto até aqui. Vem uma terceira análise. Observemos que a espiritualidade superiora, para lançar a compreensão humana mais avante. Traz um padre (Jan Hus) para codificação da Doutrina Espírita. Reencarnando como Hippolyte Léon Denizard Rivail, que como sabemos adotou o pseudônimo de Allan Kardec. Para a codificação espírita. Outro padre (Gabriel Malagrida) para a coordenação espiritual da Umbanda, no Brasil. Esses acontecimentos vêm demonstrar mais uma vez, que as religiões  nada mais são do galhos respeitáveis, que os espíritos superiores, sob a coordenação de Jesus. Volta e meia são incumbidos de no meio terrestre estarem, para gerarem o desenvolvimento das religiões, para instruir-nos.
Não estamos mais na época, de aguardamos outras religiões que venham a suplantar os conhecimentos atuais. O Espiritismo, por ser uma religião, assim como próprio Kardec expôs. Que paulatinamente avançará espalhando novos conhecimentos, de acordo com que a evolução de nós encarnados se faça merecedora e capaz, para assimilarmos essas novas verdades.
Quanto a Umbanda, que em especial veio para os brasileiros, removendo velhas concepções. E do Brasil está caminhando para o mundo.  Acelerando o processo educativo de nosso povo. Mas, mantendo os mesmos princípios morais do Espiritismo, quando é fato comum nos centros religiosos umbandistas, a indicação de leitura de obras Espíritas, tais como o Evangelho Segundo o Espiritismo, entre outros. Como uma irmã mais nova e diferente, mas, proveniente da mesma linha de pensamento do Espiritismo. Também aguardamos um desenvolvimento promissor, que a fará viva e colaboradora da reforma de muitos encarnados, em direção da luz, do bem e do belo. E que na segunda fase desse trabalho, iremos estudar detalhadamente.

CONSIDERAÇÕES DO DR. RICARDO DI BERNARDI

1- ECTOPLASMA

Considerações sobre Ectoplasma

                                                                         Dr Ricardo Di Bernardi     www.icefaovivo.com.br

1) Conceito: Substância ainda pouco conhecida que flui para fora do corpo humano do médium de efeitos físicos; através da sua manipulação, seja pelo inconsciente ou por inteligências externas encarnadas ou desencarnadas, ocorrem fenômenos de ordem paranormal, incluindo a materialização ou ectoplasmia que pode ser parcial ou completa.

2) Sinonímia: (fontes diversas) atmoplasma éter vitalizado, hilê, ideoplasma, paquiplasma, primeira matéria, psicoplasma, teleplasma.

3) Etimologia: do grego Ektós, por fora e plasma: molde ou substância.

4) Ligação do ectoplasma projetado com emissor: O Ectoplasma expelido apresenta-se ligado ao médium emissor ou ao indivíduo projetado fora do corpo físico como um canal de alimentação. Há impulsos vitais bidirecionais, dando a aparência de um cordão umbilical.

5) Interação corpo físico/ corpo astral: O Ectoplasma ao se evidenciar demonstra uma interação constante entre os dois corpos ou veículos da consciência, o corpo biológico mais denso e o corpo astral ou extrafísico menos denso.

6) Forma: Ao exteriorizar-se por aplicação de passes magnéticos sobre o médium (Experiência de Raoul Montandan) tende a reproduzir a forma humana (antropomórfica) Vide Formé Materialise do autor. Há a duplicação do rosto e das demais formas, seguindo a ação dos campos vitais das células do organismo humano ou modelo organizador biológico (perispírito = corpo astral) consciência dupla de curta duração durante os fenômenos.

7) Instabilidade: No ectoplasma emitido por um sensitivo, observa-se certo equilíbrio instável da forma física humana com a forma humanoide (lembrando a figura folclórica do fantasma).

8) Subordinação à Consciência: As manifestações do ectoplasma são condicionadas a fatores psicológicos, derivados da vontade e da emotividade do comando inteligente, direcionador do fenômeno. Inconsciente do médium, inteligência desencarnada ou encarnada. Vide Projeciologia – Valdo Vieira

9) Semelhança a cordão: À observação, costuma-se ver o ectoplasma na forma de fios ou cordões.

10) Raio de ação: Ao contrário do perispírito ou corpo astral que se projeta à longa distância, o ectoplasma tem raio de ação mais ou menos definido, a partir e em torno do corpo humano do médium.

11) Reabsorção: De natureza muito sensível demonstra tendência automática (programação pelos computadores do corpo astral?) de retornar e ser reabsorvido pelas estruturas de onde emanou.

12) Impacto de retorno: Em condições adversas pode retornar abruptamente ou recolher-se repentinamente.

13) Fenômenos de efeitos físicos: O ectoplasma do médium está relacionado à mediunidade de efeitos físicos sendo manipulado pelos Espíritos desencarnados.

14) Psedoconsciência efêmera e dupla: Médiuns relatam sentirem uma espécie de consciência dupla de curta duração durante os fenômenos.

15) Projeção astral: O fluxo externo de ectoplasma pode ocorrer também quando o médium está em desprendimento embora tal fato não seja o mais frequente.

16) Vias de eliminação: A literatura tradicional considera os orifícios de saída do ectoplasma como os naturais do organismo (boca, ânus, nariz, genitais, etc.), no entanto é possível que o mesmo saia por todos os poros do corpo.

17) Coloração: Esbranquiçada variando de tons mais claros a escuros. Já foi descrita até a cor preta, o que não se observa comumente.

18) Elasticidade: O fluxo do ectoplasma, devido à sua elasticidade, pode espraiar-se a algumas dezenas de metros.

19) Reação Térmica: Abaixa a temperatura do ambiente humano de contato imediato.

20) Sensibilidade ao olhar: Descreve-se a influência do olhar dos circunstantes sobre o movimento do ectoplasma, provavelmente, seria uma ação mental dos presentes.

21) Subordinação aos corpos: físico e etérico. Parece haver menor subordinação ao corpo astral (perispírito) do que ao corpo etérico (corpo vital) e corpo físico. A origem física e etérea do ectoplasma o liga mais aos corpos mais densos.

22) Subordinação ao comando mental: Ao contrário do cordão de prata, que não atende sempre ao comando mental do Espírito, o ectoplasma apresenta-se, extremamente, flexível e domesticável.

23) Adesividade de partículas: O ectoplasma pode retornar ao emissor com partículas estranhas que aderem à sua estrutura, podendo causar reações ao médium. Daí todo cuidado que se deve ter nas sessões mediúnicas.

24) Fotossensibilidade: O ectoplasma é sensível à luz branca comum podendo ser por ela modificado. Razão das sessões de ectoplasmia ou materialização de Espíritos ocorrerem melhor em ambientes com menor iluminação.

25) Densidade alternante: Em função dos fenômenos decorrentes de sua exteriorização, (efeitos físicos) pode apresentar de forma sólida, líquida ou gasosa.

26) Aspecto à observação: Frio, gelatinoso, pegajoso, úmido, aspecto gorduroso e viscoso modificando-se para floculante, difuso, leitoso, líquido, gasoso, plasmático e outros assemelhados.

27) Desagradável ao toque: Alguns pesquisadores referem mal-estar ou repulsa ao tocar o ectoplasma.

28) Odor: Pode apresentar um odor lembrando o gás ozônio.

29) Composição Química: Controversa, conforme cada pesquisador. Já foram descritas substâncias albuminoides, glóbulos brancos sanguíneos, células epiteliais, muco, lipídio, etc. Acreditamos que sejam substâncias externas, eliminadas pelos presentes que aderem ao ectoplasma.

30) Elementos mistos: O ectoplasma apresenta-se como uma mistura de elementos do corpo etérico do médium (fluido vital), que é um elemento humano, elementos provindos de vegetais, provavelmente, direcionados por mentes extrafísicas, e outros elementos extrafísicos (fluidos do mundo astral) e até fragmentos moleculares de tecidos de roupa dos presentes.

31) Fragmentabilidade: Podem ocorrer rompimentos do ectoplasma expelido para análise laboratorial.

32) Materialização: Corporifica veículos ou aparências e desenvolve manifestações orientadas pelas mentes do emissor, dos Espíritos ou de outras pessoas encarnadas.

33) Escala de materialidade:

a) corpo biológico;

b) ectoplasma;

c) cordão de prata e corpo etérico;

d) corpo astral (perispírito);

e) corpo mental;

f) espírito (inconsciente).

2- ORIENTAÇÕES AOS MÉDIUNS

Carne e Trabalho Mediúnico

Dr. Ricardo Di Bernardi 
www.icefaovivo.com.br

Os Amigos Espirituais nos falam que é bom evitar carne vermelha nos dias de sessão mediúnica. Dizem eles que a carne dos mamíferos possui energia vital de densidade muito semelhante à nossa, o que levaria a uma aderência maior dessa energia (fluido vital) ao nosso campo de energia vital, ou seja, ao duplo etérico.

Vamos emitir uma hipótese, como exercício de raciocínio e não como “verdade doutrinária”.

- Lembramos que o mamífero foi morto precocemente, portanto cheio de vida, ou seja, de energia vital em seus tecidos. Energia vital que lhe permitiria permanecer nesta encarnação por muitos anos ainda.

Sua carne, portanto, encontrava-se plena de energia vital (fluido vital). Parte desse fluido vital permanece nos matadouros, local muito frequentado tanto por Espíritos enfermos quanto desequilibrados.

Alguns desses Espíritos costumam vampirizar ou sugar essa energia vital que paira no local. Esses Seres desencarnados, tendo o perispírito muito denso e estando em desequilíbrio energético e mental, sentem a necessidade dessas energias mais densas.

Outra parte dessa energia vital, não sendo vampirizada e não retornando à massa de energia do Universo, como ocorre nas mortes naturais, fica impregnada na carne que servirá de alimento ao médium trabalhador.

- Ao ingerirmos a carne (nos referimos em especial à dos mamíferos que são animais superiores), há uma decomposição ou fragmentação digestiva de seus subcomponentes (aminoácidos, etc.), os quais serão absorvidos pelo nosso sangue.

A energia vital, por sua vez, também é absorvida, se encaminhando para o nosso corpo vital (denominação de Kardec) ou corpo etérico (denominação de André Luiz), que é o campo de energia fixadora do perispírito ao corpo biológico.

Esse corpo vital (corpo etérico), ao absorver essa energia vital do mamífero, torna-se mais denso, mais “oleoso”, dificultando o trânsito das energias do corpo biológico para o corpo espiritual (perispírito).

- Esta dificuldade acarretaria:

a) maior dificuldade no desdobramento mediúnico;

b) maior dificuldade na captação de energias espirituais;

c) maior dificuldade na doação de energias pelo passe;

d) maior dificuldade em receber o passe;

e) com o passar dos anos, crescente dificuldade nos aspectos.

Conclusão 01:

Os Mentores Espirituais recomendam não se ingerir carne vermelha, nos dias de sessão mediúnica, por uma razão técnica não por qualquer motivo piegas.

Conclusão 02:

Quando disse Jesus: Atirai vossas redes ao mar, poderíamos entender, também, além do sentido mais amplo desta frase, ser melhor para nós alimentarmo-nos de peixes. Jocosamente, diríamos: é claro, o peixinho é tão limitado psiquicamente, nem pineal desenvolvida possui, um cardume de peixes é quase como um sincício espiritual ou alma-grupo.

Não existe uma individualidade bem constituída em peixes, como já existe em mamíferos. Portanto, o fluído vital dos peixes não tem a mesma característica dos animais superiores.

Seria quase o mesmo que ocorre nos vegetais, em que um conjunto de mudas de grama é constituído de centenas de princípios espirituais, os quais se fundem em um gramado sem individualidade (alma-grupo é uma denominação esotérica, mas, no caso, o nosso raciocínio, como espírita, é o mesmo).

A individualidade só se atinge, conforme Jorge Andréa e outros autores encarnados e desencarnados definem - em nível dos lacertílios (família dos lagartos); e os peixes, pela glândula pineal quase inexistente, ainda não têm essa organização.

Mais adequado ainda, no dia da sessão mediúnica, uma alimentação leve e rica em frutas, legumes e verduras.